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	<title>Categoria:Epistemologia Genética no Brasil - Histórico de revisão</title>
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	<updated>2026-06-17T13:47:32Z</updated>
	<subtitle>Histórico de revisões para esta página neste wiki</subtitle>
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		<id>http://wiki.historiadapsicologia.com.br/index.php?title=Categoria:Epistemologia_Gen%C3%A9tica_no_Brasil&amp;diff=1643&amp;oldid=prev</id>
		<title>Andreriopreto: Criação da categoria</title>
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		<updated>2026-03-09T14:18:52Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Criação da categoria&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;A Epistemologia Genética é a ciência teórica e empírica que estuda a formação, o significado e o desenvolvimento do conhecimento. Ela foi formulada pelo biólogo, psicólogo e epistemólogo suíço Jean Piaget, majoritariamente na Universidade de Genebra e no Centro Internacional de Epistemologia Genética, na mesma cidade. Diferentemente da psicologia da criança, que estuda o indivíduo por si mesmo, a epistemologia genética tem como objeto central a investigação da própria natureza do conhecimento e das relações cognitivas entre o sujeito e os objetos, utilizando a psicologia genética como ferramenta para solucionar problemas epistemológicos gerais. Nesta disciplina, o foco não recai nas variações individuais, mas sim sobre o &amp;quot;sujeito epistêmico&amp;quot;, definido como o núcleo de mecanismos e coordenações cognitivas comuns a todos os indivíduos em um mesmo nível de desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A categoria “Epistemologia Genética no Brasil” é uma classificação secundária de verbetes da WikiHP e indicam sua inclusão no projeto complementar dentro da Enciclopédia Eletrônica de História da Psicologia (WikiHP) que visa identificar elementos relevantes para a chegada, recepção e circulação das ideias e propostas de Jean Piaget no Brasil e, a partir disso, criar verbetes que tornem este conhecimento acessível e democrático. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Quando aplicar a categoria “Epistemologia Genética no Brasil” ==&lt;br /&gt;
Todos os verbetes categorizados assim devem, primeiro, serem classificados conforme as [[Especial:Categorias|categorias já disponíveis na WikiHP]]. Não deve haver verbetes exclusivos para esta categoria, que funciona como complementar ao acervo de organização da enciclopédia. Para todos os casos, a classificação Epistemologia Genética no Brasil deve ser a &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;categoria secundária&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, e a categoria primária deve ser alguma das categorias já disponíveis e suas normas e parâmetros tornam-se automaticamente as principais do verbete.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A categoria secundária Epistemologia Genética no Brasil deve ser aplicada em todos os casos em que se identificar alguma relação direta ou significativa entre o objeto do verbete e a epistemologia genética no Brasil. Entende-se como significativa um &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;papel ativo na chegada, recepção e circulação das ideias e propostas de Jean Piaget no Brasil&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;. Isto pode incluir experimentos conduzidos com base nas ideias de Piaget, instituições que se valeram de forma importante da Epistemologia Genética ou de suas teorias acessórias, livros dedicados à Epistemologia Genética, legislações criadas com fundamento no pensamento piagetiano, personagens que escreveram textos sobre o assunto, entre outros. Relações menores, como menções, discussões de pouca monta ou outras conexões de reduzida importância não devem gerar uma classificação secundária com a epistemologia genética. Essa norma geral vale para todas as categorias. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Seções do verbete ==&lt;br /&gt;
De forma geral, as normas para atribuição do título, construção do cabeçalho, história, contribuições, influências, críticas, entre outras seções do verbete são &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;as mesmas da categoria principal&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;. As [[Seções dos Verbetes|regras gerais de seções]], como as que versam sobre links, autoria, uso de inteligência artificial, entre outras também são plenamente aplicáveis a verbetes categorizados de forma secundária como Epistemologia Genética no Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sempre que a relação do objeto do verbete com a Epistemologia Genética não for clara e direta, é desejável que se inclua uma seção dedicada a mostrar essa conexão, seja dentro das normas gerais da categoria principal do verbete, seja como uma seção dedicada, a depender do caso e das escolhas dos autores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Sobre a Epistemologia Genética ==&lt;br /&gt;
A Epistemologia Genética é uma disciplina científica, tanto teórica quanto experimental, dedicada a investigar as origens, a evolução e a validade do conhecimento humano. Desenvolvida pelo epistemólogo, psicólogo e biólogo suíço Jean Piaget, a teoria foi consolidada principalmente na Universidade de Genebra e no Centro Internacional de Epistemologia Genética a partir de teorias e experimentos elaborados e discutidos em ambientes onde se valorizava a interdisciplinaridade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo uma área essencialmente interdisciplinar, seu objetivo maior é explicar como ocorre a transição de um estado de menor conhecimento para um estado de conhecimento superior e mais válido. Para isso, recorre a uma tripla abordagem: a psicogenética (o estudo do desenvolvimento mental desde o nascimento), a sociogenética (a história do pensamento científico) e a lógico-matemática (a formalização das estruturas do pensamento), em uma interrelação complexa, cristalizada em uma refinada teoria de base empírica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cerne da epistemologia genética reside na rejeição de duas correntes filosóficas clássicas. A primeira é o empirismo, que concebe o conhecimento como uma cópia passiva da realidade externa impressa nos sentidos. A segunda é o inatismo (ou apriorismo), que postula que as categorias fundamentais do saber já nascem pré-formadas internamente no sujeito. Em oposição a ambas as perspectivas, Piaget propõe uma outra abordagem, denominada de construtivismo interacionista. Nessa visão teórica, o conhecimento não é um dado pré-existente no mundo ou na mente, mas o resultado de uma construção contínua gerada pela indissociável interação entre o sujeito em sua relação com o mundo físico ou social. Assim, na epistemologia genética, o sujeito não descobre ideias prontas, ele as cria e reconstrói através da sua própria atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O progresso cognitivo é impulsionado por mecanismos derivados diretamente do funcionamento biológico do organismo, em especial a adaptação, que ocorre mediante a interação de duas funções complementares, quais sejam, a assimilação e a acomodação. A assimilação é a incorporação dos dados da realidade aos esquemas mentais e de ação já existentes no sujeito, enquanto a acomodação é a modificação estrutural desses mesmos esquemas para dar conta das exigências e particularidades da nova realidade encontrada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O motor que regula essas duas funções é a equilibração, um processo dinâmico de autorregularão que visa compensar perturbações externas ou lacunas internas. A equilibração conduz o pensamento do sujeito de estados de equilíbrio instáveis e restritos para patamares de equilíbrio sucessivamente mais complexos, coerentes e móveis. Este desenvolvimento manifesta-se no decorrer de grandes estágios universais de evolução, denominados sensório-motor, pré-operatório, operatório-concreto e operatório-formal cada um representando uma nova estrutura de conjunto que integra os ganhos anteriores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A transição para as formas de raciocínio mais avançadas e abstratas depende fundamentalmente do processo de abstração reflexionante. Ao contrário da abstração empírica, em que ocorre apenas a extração das propriedades observáveis dos objetos físicos, como cor e peso, na abstração reflexionante o sujeito retira as suas informações da própria coordenação das ações do sujeito, projetando essas estruturas da ação para um plano mental superior e reorganizando-as em novas operações lógicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em suma, a epistemologia genética de Piaget logrou êxito ao transformar indagações filosóficas e ontológicas seculares, tais como &amp;quot;o que é a realidade?&amp;quot; ou &amp;quot;como se dá o conhecimento?&amp;quot;, em questões passíveis de estudo científico e psicológico. A Epistemologia Genética e o pensamento de Jean Piaget valorizam os problemas filosóficos da origem do conhecimento, mas vale-se de bases empíricas oriundas da psicologia para analisar tais problemas e propor soluções experimentalmente fundamentadas.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Andreriopreto</name></author>
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