Manuel Bergström Lourenço Filho nasceu em 10 de março de 1897; foi um educador, intelectual, servidor público, político e um dos precursores da relação entre a psicologia e a pedagogia no Brasil. Ao longo de sua carreira, Filho contribuiu para a construção e a implementação de diversas diretrizes, sistemas e modelos de ensino no Brasil, sendo um grande nome do movimento da escola nova e uma figura fundamental no estabelecimento da psicopedagogia no Brasil. Após o seu falecimento, em 3 de agosto de 1970, na cidade do Rio de Janeiro, Lourenço Filho recebeu homenagens como a construção de duas escolas às quais foram dadas o seu nome, o que demonstra o impacto de seu trabalho na educação.

Biografia

Primeiros anos

Manuel Bergström Lourenço Filho nasceu em 10 de março de 1897, em Porto Ferreira, cidade no interior de São Paulo. Seus pais eram Manuel Lourenço Júnior, um português de 28 anos, e Ida Christina Bergström, uma sueca, de 16 anos. Lourenço Filho foi o primogênito dos oito filhos do casal. Sua família possuía um comércio familiar focado na venda de materiais para fotografia e livros, um cinema, uma tipografia e um jornal semanal intitulado A Folha, dirigido pelo pai. É possível dizer que, durante a infância, Lourenço Filho se sentia inspirado pelo pai, porque, assim como ele, passou a tipografar seu próprio jornal semanal, o qual intitulou de O Peão.

Em 1903, aos seis anos de idade, Lourenço Filho iniciou a sua vida escolar, ainda em Porto Ferreira. Com o passar dos anos, continuou seus estudos na cidade vizinha, Santa Rita de Passo Quatro. Diante da insistência de seu professor, Ernesto Moreira, matriculou-se no Ginásio de Campinas. No entanto, devido à sua família numerosa, seus pais não tinham condições financeiras de mantê-lo na instituição, o que fez com que precisasse abandonar o Ginásio no ano seguinte. Diferentemente de muitos intelectuais, que custearam seus estudos por meio de heranças familiares, Lourenço Filho obteve todas as suas conquistas acadêmicas sem esse privilégio.

Incentivado pela família, prestou o teste de admissão da recém-inaugurada Escola Normal Primária de Pirassununga e obteve o primeiro lugar. Assim, em 1911, aos 13 anos de idade, retornou aos estudos sob a orientação do mestre de francês e pedagogo Antônio de Almeida Júnior. Ao longo de 1915, ministrou aulas particulares de preparação para os testes admissionais da Escola Normal de Pirassununga, destacando-se como professor quando ainda era um aluno.

Formação Acadêmica

Filho se mudou para São Paulo após a sua formatura, em 1916, com o objetivo de estudar na Escola Normal da Praça da República, a primeira escola-modelo de São Paulo com a finalidade de formar professores que iriam modelar a educação no estado e no país. Em 1918, obteve seu diploma de professor.

Em seguida, Filho se matriculou na faculdade de Medicina, interessado em estudar psiquiatria, mas abandonou o curso no ano seguinte. Em 1919, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, formando-se apenas 10 anos depois, devido às diversas atividades paralelas que exerceu. Nesse mesmo ano, sua mãe faleceu repentinamente, aos 38 anos.

Em 1920, lecionou na Escola Primária de São Paulo, onde ministrou diversas disciplinas acerca da pedagogia e foi nomeado para a cátedra de Pedagogia da Escola Normal de São Paulo, exercendo influência direta na formação e na preparação de docentes.

No ano de 1921, casou-se com Aida de Carvalho, que conheceu em Pirassununga quando ambos eram normalistas. Teve dois filhos com Aida: Ruy Lourenço Filho e Márcio Lourenço Filho.

Carreira Profissional

Em 1922, a convite do governo cearense, Filho assumiu o cargo de Diretor da Instrução Pública e foi professor na Escola Normal de Fortaleza, onde implementou reformas educacionais que repercutiram nacionalmente e podem ser entendidas como gérmen dos conhecidos movimentos nacionais de renovação pedagógica das primeiras décadas do século. Sua presença teve tamanha relevância que, em 1932, foi fundado o Colégio Lourenço Filho, em Fortaleza.

Após dois anos, Lourenço Filho retornou ao seu estado natal e foi professor na Escola Normal de Piracicaba, onde permaneceu por seis anos, produzindo trabalhos com grande influência da Psicologia Experimental. No ano de 1931, assumiu um cargo no gabinete do então secretário da educação do Estado de São Paulo, Fernando de Azevedo. Como seu assessor direto, Lourenço participou da reorganização do ensino normal, propondo métodos mais científicos, baseados em psicologia educacional e pedagogia experimental, para formar professores mais preparados. Além disso, contribuiu para a criação de novos currículos para as escolas normais, incorporando disciplinas como higiene, sociologia da educação, psicologia infantil e avaliação pedagógica. Convidou Noemy da Silveira Rudolfer  e J. B. Damasco Penna para trabalhar ao seu lado.

Em parceria com Noemy da Silveira Rudolfer, Lourenço Filho criou o Laboratório de Psicologia Educacional na Escola Normal de São Paulo, que foi o laboratório pioneiro no uso de ferramentas psicológicas aplicadas à educação, permitindo a observação e análise dos processos de aprendizagem das crianças. Ele funcionava como um espaço destinado à experimentação pedagógica, onde eram desenvolvidos estudos para aprimorar os métodos de ensino usados no país.

Em 1932, Lourenço Filho foi indicado para exercer o cargo de Diretor do Instituto de Educação do Distrito Federal (Rio de Janeiro), onde atuou até o ano de 1937. Ainda na década de 30, durante a Era Vargas, obteve o cargo de Diretor do Departamento Nacional de Educação (DNE), sendo nomeado por Gustavo Capanema após seus feitos como assessor da secretaria de educação do Estado de São Paulo, em 1931.

Em 1938, foi nomeado Diretor do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos, hoje conhecido como Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), onde atuou até o ano de 1952. Nesse contexto, reformulou e oficializou nacionalmente novos manuais de ensino, contribuindo para a implementação da psicologia infantil dentro dos sistemas e diretrizes educacionais em todo o país. É importante ressaltar que Lourenço obteve feitos como a padronização do currículo escolar e uso de dados científicos, que eram utilizados tanto para a formação de docentes, quanto para um melhor mapeamento estatístico estratégico de ensino no Brasil.

Além disso, antes de seus cargos e gestões públicas, Lourenço teve grande importância como propagador de suas próprias ideias, colaborando com revistas e periódicos importantes da época e publicando tanto crônicas no Jornal do Comércio, quanto artigos sobre psicologia, pedagogia e processo de alfabetização na Revista do Brasil. Tais publicações em ambos meios de comunicação foram feitas entre os anos de 1915 até 1925.

Falecimento

Em 3 de agosto de 1970, aos 73 anos, Lourenço Filho sofreu de um colapso cardíaco e faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Em sua homenagem, foram criadas as escolas estaduais Professor Lourenço Filho, localizadas em São João de Meriti e em São Paulo, em 1972, e também o grupo escolar Professor Lourenço Filho, existente desde 1950, em Cornélio Procópio, Paraná.

Contribuições

Articulação entre Psicologia e Pedagogia no Contexto Brasileiro

Lourenço Filho foi um dos precursores da relação entre a Psicologia e a Educação no país, desenvolvendo essa integração a partir de um viés biológico, principalmente por conta do período em que estudou medicina. Nas áreas da testagem, apoiou-se nas teorias behavioristas e deu ênfase às experiências de Pavlov na questão do desenvolvimento da aprendizagem infantil — na prática, isso significa que Lourenço incorporou a ideia de que a aprendizagem poderia ser estruturada em estímulos e respostas, promovendo o desenvolvimento por meio da repetição e da associação — e, ao traduzir trabalhos estrangeiros, conseguiu importar ideias, trazendo para o Brasil uma psicologia científica já estabelecida em outras regiões, sobretudo na Europa.

No cenário brasileiro, Filho formulou uma noção de pedagogia apoiada na ideia de maturidade, homogeneizando as turmas de acordo com as suas necessidades individuais e favorecendo o desenvolvimento escolar do educando. Apesar de ter como foco a psicologia aplicada à educação — área que investiga como os indivíduos aprendem e como processos psicológicos, como a memória e a motivação, influenciam o ensino —, Lourenço Filho também escreveu artigos sobre a psicologia relacionada ao contexto profissional.  

Movimento Escolanovista

Lourenço Filho se destaca como um dos grandes nomes do movimento escolanovista. Dedicado à docência desde a sua formação como normalista, Filho foi um dos grandes divulgadores da Escola Nova.

A Escola Nova foi um movimento que tinha como base a renovação do fazer pedagógico, tendo em vista uma sociedade que se modernizava e defendia uma educação pública, gratuita, laica e capaz de preparar o aluno a exercer seus direitos civis e sociais. Rompendo com o método tradicional, que propunha aulas expositivas e valorizava a memorização como meio de aprender, o movimento deslocou o estudante para o centro do processo, considerando as suas especificidades e experiências, tornando-o o principal agente do processo de ensino-aprendizagem. O movimento acreditava, ainda, conseguir promover o progresso e desenvolvimento nacional continuamente por meio da educação.

Pelo prestígio que conquistou mediante suas publicações na Revista da Educação, Lourenço Filho foi convidado a organizar a Biblioteca da Educação — a primeira coleção de divulgação de textos pedagógicos do Brasil. Essa coleção reunia escritos que tinham como objetivo nortear a formação didático-pedagógica de docentes, além de divulgar práticas educativas voltadas aos ideais escolanovistas. Nessa coleção, publicou a obra “Introdução ao Estudo da Escola Nova”, uma das obras mais importantes do movimento, já que apresentava as principais ideias e as aplicava no contexto brasileiro. Escreveu, ainda, uma série de livros infantis que seriam usados como leitura guiada no ensino fundamental — novamente, aplicando os ideais do movimento. Como um dos nomes emblemáticos da Escola Nova, foi um dos autores do “Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova”, publicado em 1932.

A atuação de Filho no movimento e os trabalhos traduzidos, produzidos e divulgados por ele nessa época trouxeram reconhecimento à sua carreira e possibilitaram que ele ocupasse posições como a de presidente de Associação Brasileira de Educação (ABE) e a de diretor do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), onde fez parte da elaboração da primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

Testes ABC

Filho defendia a importância da  avaliação psicológica para a melhoria dos métodos de ensino e para garantir que todos tivessem suas necessidades atendidas, ou seja, que o método de ensino utilizado fosse adequado e que todos tivessem as mesmas condições de aprender. Por esse motivo, em 1920, Filho desenvolveu os testes ABC. Esses testes avaliavam se os alunos eram aptos a iniciarem o processo de alfabetização, considerando não somente as suas idades, mas o nível de “maturidade” que apresentavam, compreendendo o processo de aprendizagem como dependente de pré-requisitos cognitivos, afetivos e motores.

Os testes foram pensados visando a criação de uma ferramenta simples e acessível de ser utilizada, podendo ser aplicada por pais e professores. O resultado dos testes era interpretado como um diagnóstico ou prognóstico para a alfabetização, servindo como um guia para organizar os alunos conforme a abordagem pedagógica mais eficiente e personalizada às suas necessidades.

Os testes ABC ajudaram a consolidar a carreira de Lourenço Filho como um dos principais pesquisadores na área de psicologia educacional no Brasil, contribuindo com políticas educacionais na época e com a implementação de melhorias no ensino primário.

Estabelecimento da psicopedagogia e da psicologia como profissão no Brasil

Lourenço Filho atuou como um dos grandes responsáveis pelo estabelecimento da área da psicopedagogia no país, contribuindo com a renovação do ensino brasileiro não somente por suas ideias, mas também por ter ocupado posições administrativas que permitiram com que participasse da elaboração de leis, como a Reforma Capanema, que tinha foco na centralização administrativa e na modernização dos currículos escolares. A colaboração de Lourenço Filho se deu pela formulação das diretrizes, integrando princípios da psicologia educacional e pedagogia experimental, além de promover a formação técnica e profissional dos professores.

Por ser uma figura de influência, Lourenço Filho também participou ativamente da discussão da regulamentação do exercício da profissão de psicólogo no país, em 1962, sendo até hoje figura fundamental na história da psicologia brasileira.

Críticas

Resistência às Reformas Educacionais

As reformas educacionais propostas por Lourenço Filho em 1922 tinham como princípio a valorização da educação pública, laica, gratuita e focada nas necessidades do aluno. O projeto tinha como objetivo renovar o sistema de ensino e ampliar a função social da educação.

Setores da imprensa e intelectuais da época manifestaram preocupação com as propostas apresentadas por Lourenço Filho — em especial, com as exigências da “escola ativa” —, salientando a dificuldade do projeto prosperar em um país com uma desigualdade regional elevada, altos índices de analfabetismo e dificuldades na formação de docentes.

Outra parcela da crítica se referia ao caráter tecnicista atribuído ao modelo escolanovista. Algumas opiniões percebiam o projeto como contraditório ao pensamento jurídico-retórico, que era o dominante entre os educadores da época. Em um jornal da cidade de Fortaleza, foi publicado um periódico com uma crítica que afirmava que o desenvolvimento econômico do país dependia mais e era mais associado aos trabalhos dos cidadãos analfabetos do que com o dos alfabetizados. Essa crítica colocava em dúvida a utilidade social da alfabetização promovida pelas reformas e também questionava a adoção de paradigmas pedagógicos estrangeiros em políticas públicas nacionais, tendo em vista que as propostas foram inspiradas em um movimento europeu.

Um periódico da cidade de Sobral, em 1929, lamentava o declínio das instituições públicas e associava essa decadência à saída de Lourenço do estado, o que também foi alvo de críticas das pessoas que não concordavam com suas ações. Essa crítica, no entanto, foi ilustrada por uma metáfora que carregava denúncia: nela, a educação é tida como uma jovem que a honra teria sido “roída pelo vírus da política”, indicando a percepção de que existia uma interferência política partidária nas políticas educacionais, assim esvaziando seus propósitos iniciais. A  metáfora apontava para a deterioração de projetos pedagógicos instaurados durante a gestão de Lourenço Filho, mesmo que não fossem diretamente.

A partir de 1980, com a disseminação da teoria construtivista, as cartilhas de alfabetização elaboradas por Lourenço Filho que tinham sido adicionadas ao processo de alfabetização, buscando aproximar o ensino do cotidiano infantil, começaram a ser gradualmente abandonadas e interpretadas como entraves à construção ativa do conhecimento. Nesse cenário, as cartilhas foram criticadas por seu caráter prescritivo excessivamente técnico, visto que seguiam uma lógica linear e repetitiva, o que contribuiu com sua substituição por métodos mais alinhados aos princípios construtivistas que estavam em ascensão.

Relação com o Governo Vargas

Lourenço Filho, durante o Estado Novo (1937-1945), manteve um forte vínculo com o Estado brasileiro. Nesse período, atuou em cargos estratégicos como a direção do INEP e a consultoria da Companhia Melhoramentos. Mesmo que defendesse o livro como instrumento de promoção da educação, também criticava as limitações dos materiais didáticos da época e propunha que as escolas superassem o ensino verbal e livresco e adotassem práticas de ensino experimentais  e adaptadas às realidades regionais.

No entanto, por conta de suas opiniões e atuação em cargos estatais, Lourenço foi alvo de críticas públicas. Em 1938, Levi Carneiro o acusou de ser “otimista demais” ao não reconhecer a crise editorial brasileira, associando esse otimismo à sua posição privilegiada no Distrito Federal. Carneiro também criticou o movimento da escola ativa, classificando-o como “anti-livrista” e afirmando que seria responsável pela decadência do livro no país.

Lourenço Filho respondeu às críticas e esclareceu que o movimento que ele defendia não condenava os livros em si, mas o modelo “livro-único”, já que acreditava que esse modelo era prejudicial à renovação do conhecimento. Ele também argumentou que a criação de bibliotecas escolares era a prova que contradizia as acusações feitas por Carneiro e, ainda, reforçou sua oposição ao “livro-único”, associando essa ideia a regimes autoritários que restringiam a pluralidade de ideias durante seus governos.

Quem Influenciou

Lourenço Filho foi uma figura marcante na história da psicologia e pedagogia brasileira, sendo influente no pensamento de outros grandes intelectuais da área. Darcy Ribeiro, Florestan Fernandes e Paulo Freire são exemplos de grandes mentes influenciadas por ele.

Obras

  • Estatística e educação. Rio de Janeiro: Serviço Gráfico do IBGE, 1940, 23p.
  • Tendências da educação brasileira. São Paulo: Melhoramentos, 1940, 164 p.
  • A criança na Literatura Brasileira. São Paulo: Melhoramentos, 1948.
  • Educação Comparada. São Paulo: Melhoramentos, 1961, 294 p.
  • Organização e administração escolar: Um curso básico. São Paulo: Melhoramentos, 1963, 288 p.

Obras póstumas

  • Introdução ao estudo da Escola Nova. São Paulo: Melhoramentos, 1978, 271 p.
  • Psicologia educacional. São Paulo: Melhoramentos
  • Psicologia de ontem e de hoje. São Paulo: Melhoramentos.

Prêmios e reconhecimentos

Em 1963, Lourenço Filho recebeu o prêmio "Ciência da Educação", pela Fundação Moinho Santista.

Após o seu falecimento, Filho foi homenageado com a construção de duas escolas que levaram o seu nome: a Escola Estadual Professor Lourenço Filho, em São João de Meriti, no Rio de Janeiro; e a Escola Estadual Professor Lourenço Filho, em São Paulo, ambas em 1972.

Cronologia biográfica

1897: Nasce em 10 de março em Porto Ferreira, São Paulo.

1903: Inicia sua vida escolar.

1912: Retorna seus estudos na Escola Normal Primária de Pirassununga.

1915: Inicia seu trabalho como tutor para os testes de admissão da Escola Normal de Pirassununga, Porto Ferreira.

1915-1925: Começa a realizar publicações em jornais e revistas artigos sobre pedagogia, psicologia e alfabetização.

1916: Se muda para São Paulo para estudar na Escola Normal da Praça da República.

1919: Ingressa na Faculdade de Direito de São Paulo.

1920: Desenvolve os testes ABC.

1921: Funda a Revista de Educação.

1922: Inicia um projeto de reforma no ensino do estado do Ceará.

1924: Passa a lecionar na Escola Normal de Piracicaba.

1926-1927: Organiza e funda a Biblioteca da Educação.

1929: Se forma na Faculdade de Direito de São Paulo.

1931: Se torna secretário da educação do estado de São Paulo.

1932: Participa da elaboração do Manifesto dos Pioneiros.

1932-1937: Exerce o cargo de diretor do Instituto de Educação do Distrito Federal.

1934: Se torna presidente da Associação Brasileira de Educação (ABE).

1938-1946: Atua como diretor do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP).

1963: Recebe o Prêmio Ciência da educação da Fundação Moinho Santista.

1970: Falece em 3 de agosto, aos 73 anos, no Rio de Janeiro.

Referências

SGANDERLA, Ana Paola; CARVALHO, Diana Carvalho de. Lourenço Filho: um pioneiro da relação entre psicologia e educação no Brasil. Psicologia da Educação, São Paulo, n. 26, p. 173–190, jun. 2008.

LOURENÇO FILHO. Psicologia: ciência e profissão. Brasília, v. 17, n. 1, p. 53, 1997.

MONARCHA, Carlos; LOURENÇO, Ruy (org.). Por Lourenço Filho: uma biobibliografia. Brasília, DF: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, 2001. v. 1. 315 p.

PEDROSA, José Geraldo; OLIVEIRA, Flávia Dueñas. A presença de Lourenço Filho na educação profissional brasileira dos anos 1950: trabalhos manuais e psicologia da aprendizagem. Multiverso: Revista Eletrônica do Campus Juiz de Fora - IF Sudeste MG, Juiz de Fora, v. 4, p. e348, set. 2019. ISSN 2447-8725.

INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP). Testes ABC: para verificação da maturidade necessária à aprendizagem da leitura e da escrita.

WIKIPHP. Os testes ABC. WikiHP. Disponível em: <https://wikihp.org/os-testes-abc>.

SGANDERLA, A. P.; CARVALHO, A. P. Lourenço Filho: um pioneiro da relação entre psicologia e educação no Brasil. Psicologia: ciência e profissão. Psicol. cienc. prof., Brasília, v. 17, n. 1, p. 53, 1997.

SPARTA, MÔNICA. Lourenço Filho: uma biobibliografia. Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, 2001.

Autoria

Verbete criado originalmente por Aline Freze Pinho, Heloíza de Cássia Peixoto Silva,  Leticia Ferreira Gil, Lorenna Alves Mancebo Azanhas e Nickolas Tavares Castilho, como exigência parcial para a disciplina História da Psicologia da UFF de Rio das Ostras. Revisado por Julia Lombardi Carneiro. Criado em 2025.1, publicado em 2025.1.