Experimento de Aprisionamento de Stanford: mudanças entre as edições

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A simulação foi encerrada no sexto dia, de forma prematura. O Dr.Zimbardo relata ter encerrado o estudo desta forma por duas razões. A primeira foi a descoberta de que o nível de abuso que os guardas cometiam aumentava durante a noite, pois achavam que os pesquisadores não estavam observando, assim, sentiam mais liberdade para degradar os detentos como quisessem. Outro motivo foi a forte objeção de [[Christina Maslach]], Ph.D de Stanford, em relação ao experimento. De 50 ou mais pessoas que se envolveram no estudo, ela foi a única a se revoltar e questionar a moralidade do experimento e dos investigadores. Dessa forma, a simulação da prisão de Stanford foi encerrada. Por fim, os investigadores realizaram diversas sessões de encontros, primeiramente com todos os guardas, depois com os prisioneiros e, finalmente, com todos eles reunidos. O propósito desses encontros era relatar o que haviam observado uns nos outros e em si mesmos, afim de compartilhar as experiências de todos, aproveitando também o momento para discutirem acerca da moral e comportamento registrados no estudo.  
A simulação foi encerrada no sexto dia, de forma prematura. O Dr.Zimbardo relata ter encerrado o estudo desta forma por duas razões. A primeira foi a descoberta de que o nível de abuso que os guardas cometiam aumentava durante a noite, pois achavam que os pesquisadores não estavam observando, assim, sentiam mais liberdade para degradar os detentos como quisessem. Outro motivo foi a forte objeção de [[Christina Maslach]], Ph.D de Stanford, em relação ao experimento. De 50 ou mais pessoas que se envolveram no estudo, ela foi a única a se revoltar e questionar a moralidade do experimento e dos investigadores. Dessa forma, a simulação da prisão de Stanford foi encerrada. Por fim, os investigadores realizaram diversas sessões de encontros, primeiramente com todos os guardas, depois com os prisioneiros e, finalmente, com todos eles reunidos. O propósito desses encontros era relatar o que haviam observado uns nos outros e em si mesmos, afim de compartilhar as experiências de todos, aproveitando também o momento para discutirem acerca da moral e comportamento registrados no estudo.  
=== Produtos do experimento ===
Trinta e seis anos após o fim do experimento, em 2007, Phillip Zimbardo publicou o livro “Efeito Lúcifer: Entendendo como pessoas boas se tornam diabólicas”. O livro utilizou do experimento como base para pesquisas acerca dos fatores psicológicos e sociais que resultam em “atos imorais” vindo de pessoas que são consideradas “morais” ou “boas”. O livro teve uma boa recepção em questão de vendas e recebeu diversas criticas positivas.
No cinema, o experimento foi usado como inspiração três vezes, primeiro no filme alemão ''Das Experiment'', o segundo foi um ''remake'' do primeiro, chamado ''The Experiment'' e lançado em 2010. Por último, em 2015 foi lançado ''The Stanford Prison Experiment''.


== Variáveis analisadas ==
== Variáveis analisadas ==
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=== Peter Gray ===
=== Peter Gray ===
O psicólogo [[Peter Gray]], em seu blog no site ''Psychology Today'', leva em consideração as críticas feitas por Banuazizi e Movahedi e Carlo Prescott para construir sua própria. Assim como os citados acima, ele acredita que o comportamento sádico dos guardas foi guiado por características de demanda, e também o dos prisioneiros nos primeiros dias de estudo (revoltas e planejamento de fugas), mas foram subsequentemente afetados pelas ações dos guardas e exaustão (passividade e desejo de sair). Gray indica que o resultado seria óbvio e contesta a necessidade do experimento e, por fim, expõe sua descrença em simulações para representar experiências reais de guardas e prisioneiros.
O psicólogo [[Peter Gray]], em seu blog no site ''Psychology Today'', leva em consideração as críticas feitas por Banuazizi e Movahedi e Carlo Prescott para construir sua própria. Assim como os citados acima, ele acredita que o comportamento sádico dos guardas foi guiado por características de demanda, e também o dos prisioneiros nos primeiros dias de estudo (revoltas e planejamento de fugas), mas foram subsequentemente afetados pelas ações dos guardas e exaustão (passividade e desejo de sair). Gray indica que o resultado seria óbvio e contesta a necessidade do experimento e, por fim, expõe sua descrença em simulações para representar experiências reais de guardas e prisioneiros.
== Retratos na mídia ==
Trinta e seis anos após o fim do experimento, em 2007, [[Phillip Zimbardo]] publicou o livro “[[Efeito Lúcifer: Entendendo como pessoas boas se tornam diabólicas]]”. O livro utilizou do experimento como base para pesquisas acerca dos fatores psicológicos e sociais que resultam em “atos imorais” vindo de pessoas que são consideradas “morais” ou “boas”. O livro teve uma boa recepção em questão de vendas e recebeu diversas criticas positivas.
No cinema, o experimento foi usado como inspiração três vezes, primeiro no filme alemão ''Das Experiment'', o segundo foi um ''remake'' do primeiro, chamado ''The Experiment'' e lançado em 2010. Por último, em 2015 foi lançado ''The Stanford Prison Experiment''.


== Ver também ==
== Ver também ==