Com o crescimento e a diversificação da psicologia enquanto campo científico e profissional, tornou-se necessário desenvolver mecanismos que dessem conta da complexidade crescente das práticas, das exigências éticas e técnicas, e da formação continuada dos profissionais. Esse processo se intensificou nas últimas décadas, acompanhando transformações sociais, tecnológicas e institucionais mais amplas.
Nesse contexto, diferentes instituições, como conselhos profissionais, universidades, órgãos governamentais e empresas privadas, passaram a criar e implementar sistemas voltados ao treinamento, apoio, controle e gestão de atividades relacionadas à psicologia. Esses sistemas podem assumir formas variadas, como plataformas digitais, bancos de dados, softwares, protocolos operacionais, entre outros.
A categoria de sistemas de treinamento, apoio, gestão e controle da enciclopédia reúne verbetes que descrevem, analisam e contextualizam esses dispositivos, destacando seu papel na organização da prática psicológica, na formação de profissionais e na regulação institucional da área.
Alguns exemplos ilustrativos incluem: o Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI), o Sniffy, o PSI, o Cadastro Nacional de Psicólogos e o e-SUS. Esses sistemas não apenas organizam e otimizam práticas, mas também refletem disputas, valores e prioridades institucionais. Por isso, os verbetes dessa categoria devem considerar tanto os aspectos técnicos quanto os contextos históricos, políticos e sociais em que esses sistemas foram concebidos e implementados.
Além disso, é importante observar como esses sistemas influenciam a autonomia profissional, a padronização de práticas e a produção de conhecimento na psicologia. Em alguns casos, eles também podem ser alvo de críticas ou controvérsias, especialmente quando envolvem formas de controle excessivo, exclusão de saberes alternativos ou limitações éticas.
Ferramentas baseadas em inteligência artificial generativa, seja para finalidade de pesquisa, análise de dados, gestão, simulação ou mesmo para atendimento direto em saúde mental devem ser inseridos nesta categoria.
TítuloEditar
Os sistemas abordados nesta seção costumam ter nomes longos, técnicos e, muitas vezes, complexos. No entanto, é comum que também sejam conhecidos por nomes mais curtos ou siglas. Esse contraste entre a nomenclatura oficial e o nome de uso corrente deve ser considerado na hora de nomear o verbete.
Quando o sistema for essencialmente digital, como plataformas online, softwares ou aplicativos, esse desafio se intensifica. Isso ocorre porque esses produtos passam por atualizações frequentes, mudanças de versão e reformulações que dificultam o acompanhamento histórico de suas transformações.
Para garantir clareza e padronização, recomenda-se o seguinte:
Quando o sistema for conhecido por uma sigla, o título do verbete deve apresentar o nome completo seguido da sigla entre parênteses. É o caso, por exemplo, do SATEPSI, que consta como Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI);
Quando o sistema for amplamente reconhecido por um nome próprio ou comercial, sem sigla, deve-se utilizar esse nome diretamente no título. Um exemplo é o Sniffy, um software de simulação de condicionamento operante que já mudou de subtítulo algumas vezes, mas que deve ser intitulado apenas por seu nome mais conhecido;
No caso de sistemas de gestão, que frequentemente são identificados por siglas, é importante indicar também a instituição responsável por sua criação ou implementação. Isso é especialmente relevante quando o sistema pode ser adquirido ou adaptado por diferentes instituições, o que exige distinguir entre o sistema em si e sua aplicação local. Um exemplo é o SIGA, o Sistema Integrado de Gestão Acadêmica, que deve ser grafado com o nome completo com sua sigla acompanhada da instituição em específico de que se trata o verbete
Essa padronização ajuda a evitar confusões, facilita a busca por informações e contribui para a organização coerente dos verbetes na enciclopédia.
CabeçalhoEditar
O cabeçalho de verbetes nesta categoria deve apresentar de forma clara e objetiva as informações essenciais sobre o sistema abordado. Ele funciona como uma introdução sintética que situa o leitor quanto à natureza, finalidade e relevância do sistema no campo da psicologia.
Recomenda-se que o cabeçalho contenha os seguintes elementos:
Nome oficial e nome de uso comum, com o nome completo do sistema, seguido da sigla (se houver) entre parênteses;
Caso o sistema seja mais conhecido por um nome comercial ou informal, mencione-o também;
Instituição responsável, ou seja, aquela que criou, mantém ou regulamenta o sistema;
Finalidade principal, descrita em uma ou duas frases;
Abrangência e público-alvo;
Alcance, como grupos profissionais, membros de uma instituição, se é nacional, regional ou institucional, entre outros;
Principais usuários;
Período de criação ou implementação, incluindo tempo de desenvolvimento e ano de criação ou o período em que o sistema passou a ser utilizado oficialmente.
Aspectos históricos relevantes decorrentes da implantação do sistema também devem ser mencionados e brevemente descritos.
HistóriaEditar
A história de um sistema pode ser bastante variada e se confunde com frequência com uma necessidade grupal ou institucional. Por vezes, esta história pode ser bastante técnica, a depender da historiografia disponível, de modo a voltar-se mais para os aspectos tecnológicos do que às instituições, pessoas ou necessidades que motivaram sua criação.
Em qualquer caso, as escolhas historiográficas deverão ser feitas pelos autores do verbete com base na literatura disponível. Contudo, os organizadores da WikiHP preferem que as narrativas históricas tragam, sempre que possível, os elementos sociais, culturais e políticos que atravessam a história da psicologia, mesmo quando se tratar de seus objetos técnicos ou tecnológicos.
Para a criação de verbetes sobre sistemas, deve-se considerar o seguinte:
Antecedentes sociais e institucionais;
Problema que motiva a criação do sistema;
As primeiras propostas de criação de um sistema;
As dificuldades em sua concepção e execução;
As soluções propostas e as implementadas nessa execução;
Os envolvidos na concepção e desenvolvimento do sistema;
Onde ele foi desenvolvido;
Onde fica armazenado;
Quem são seus gestores e trabalhadores;
As diferentes versões, quando houver, com detalhes das possibilidades e funcionalidades de cada momento;
Os problemas que foram efetivamente solucionados;
As quebras de expectativa;
O sistema atual.
Apesar desta lista de sugestões, a variedade de possibilidades para este tipo de história é bastante grande, então caberá aos colaboradores decidirem pela melhor estratégia a ser abordada para cada caso.
A divisão em subseções também é muito importante, e pode ser feita a partir de vários critérios, desde cronológicos, passando por eventos determinantes que alteraram o cenário, o ingresso ou saída de agentes importantes, transformações, relevantes, entre outros.
Instituição, grupos e personagens importantesEditar
Normas e legislações, em quase todos os casos, foram criadas, são utilizadas ou estão conectadas a grupos ou instituições. Nesta seção, obrigatória para todos os verbetes deste tipo, devem ser apresentados, cada um em uma subseção específica, grupos ou instituições ligadas à psicologia ou sua história que tiveram um papel primordial no sistema.
Por exemplo, no caso de um verbete que narra a história de um sistema gerenciado por um conselho regional ou uma universidade, mas que tenha sido adquirido junto a uma empresa especializada, apenas a universidade ou conselho deverão receber uma subseção nesta parte. Neste caso, a empresa que criou o sistema só deve receber uma subseção no caso de estar ligada a sistemas ou produtos relativos à psicologia.
Ademais, grupos, instituições e, se houver, coletivos e indivíduos que têm uma conexão história importante, de qualquer natureza, com o sistema em tela, também podem receber uma subseção, a depender do caso.
Edições ou versõesEditar
Esta seção, embora não obrigatória para verbetes sobre sistemas, é altamente recomendada sempre que houver múltiplas versões, edições ou atualizações relevantes do sistema em questão.
Em geral, uma lista cronológica simples, com os nomes das versões acompanhados das respectivas datas de lançamento, é suficiente para registrar a evolução do sistema. No entanto, quando uma versão ou atualização introduz mudanças significativas, seja em termos de funcionalidades, interface, abrangência ou impacto no uso profissional, é desejável incluir uma descrição mais detalhada.
Nesses casos, a seção deve destacar:
Quais foram as principais modificações introduzidas;
O porquê de essas mudanças foi relevante para os usuários do sistema;
Como elas se diferenciam das versões anteriores;
E, se possível, quais foram as reações ou consequências práticas dessas alterações.
Essa contextualização ajuda a compreender a trajetória do sistema e sua adaptação às transformações tecnológicas, institucionais ou profissionais ao longo do tempo.
CríticasEditar
Esta é uma seção obrigatória para verbetes sobre sistemas e deve reunir, de forma organizada, as principais críticas dirigidas ao sistema em questão. As críticas podem abranger diferentes aspectos, como sua concepção, desenvolvimento, implementação, usabilidade, limitações técnicas, impactos profissionais ou consequências sociais, profissionais, institucionais, entre outros.
Recomenda-se que as críticas sejam agrupadas por autor, grupo ou tipo de argumento, de modo a facilitar a compreensão das diferentes perspectivas envolvidas. Sempre que possível, devem ser citadas fontes confiáveis, como artigos acadêmicos, pareceres técnicos, manifestações públicas ou documentos institucionais que sustentem as críticas apresentadas.
É importante manter o foco da seção nas críticas ao sistema propriamente dito. Comentários ou acusações direcionadas a instituições, criadores ou mantenedores do sistema devem ser evitados, a menos que haja uma relação direta e documentada entre essas entidades e os problemas apontados. O objetivo é garantir uma análise crítica fundamentada, sem personalizações ou desvios do tema central do verbete.
PolêmicasEditar
A depender da história do Sistema de treinamento, apoio, controle ou gestão que é objeto do verbete, uma seção de polêmicas pode ou não ser obrigatória. Caso os autores decidam incluir uma seção de polêmicas, ela deve mencionar ocorrências na idealização, aplicação ou atualização do sistema que tenham refletido em uma repercussão polêmica.
Deve-se evitar que esta seção se torne a maior ou a principal do verbete, exceto se o sistema tiver um histórico de ser utilizado para cometer violações dos direitos humanos ou for fundamentado em conceitos eticamente questionáveis.
Retratos na mídiaEditar
A seção de Retratos na mídia não é obrigatória para os verbetes sobre sistemas de treinamento, apoio, controle e gestão, mas é bastante desejável nos casos em que os sistemas de treinamento, apoio, controle ou gestão apresentam uma forte presença na cultura popular ou já foram descritas por um livro, filme, documentário ou outras produções culturais.
Para construir essa seção, é necessária uma breve introdução que represente o porquê de o sistema de treinamento, apoio, controle ou gestão estar presente na mídia, descrevendo o seu impacto na memória cultural. Em seguida, deve ser disposta uma lista, em ordem cronológica, contendo o ano de aparição ou menção do sistema de treinamento, apoio, controle e gestão em um meio de comunicação e o contexto desse acontecimento.
Para sistemas de treinamento, apoio, controle ou gestão que estão presentes na mídia de forma frequente, é importante limitar essa lista às menções ou aparições mais impactantes e significativas de sua história. Além disso, o contexto de cada item da lista deve ser descrito de forma breve, contendo entre uma e três frases, destacando somente as informações necessárias para a compreensão do leitor.
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