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(→O Nascimento da Psiquiatria: Inclusão de seção) |
(→Tratamentos brutais: Pequenas correções complementares) |
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O período entreguerras foi marcado pelo desespero dos psiquiatras em encontrar tratamentos ativos e curativos para esvaziar os superlotados manicômios herdados do século XIX. Foi também um período de grande entusiasmo com a ciência, que passou a ser vista como o empreendimento que salvaria a humanidade de seus tormentos. Para a loucura, isso trouxe a a era das terapêuticas heróicas e invasivas, que transformaram a prática asilar. | O período entreguerras foi marcado pelo desespero dos psiquiatras em encontrar tratamentos ativos e curativos para esvaziar os superlotados manicômios herdados do século XIX. Foi também um período de grande entusiasmo com a ciência, que passou a ser vista como o empreendimento que salvaria a humanidade de seus tormentos. Para a loucura, isso trouxe a a era das terapêuticas heróicas e invasivas, que transformaram a prática asilar. | ||
Foi nesse período que alguns dos tratamentos mais violentos foram desenvolvidos. Um primeiro exemplo é o da Malarioterapia, criada em 1917 por Julius Wagner-Jauregg e que consistia em infectar pacientes de neurossífilis com malária, ideia que rendeu-lhe a ele o único Nobel da psiquiatria clássica. Outro tratamento conhecido, criado em 1933, é o Coma Insulínico, onde se induzia comas por hipoglicemia em esquizofrênicos, na expectativa que, quando retornassem deste estado, estariam "melhores". Entre 1934 e 1938, Ladislas von Meduna e, posteriormente, Ugo Cerletti introduziram as convulsões artificiais (químicas e elétricas) como tratamento, que consistiam em induzir choques químicos ou elétricos no paciente. O médico português Egas Moniz, por sua vez, ganhou o Nobel de Medicina de 1949 ao criar a Lobotomia Pré-Frontal. | Foi nesse período que alguns dos tratamentos mais violentos foram desenvolvidos (eles serão tratados com detalhes mais adiante). Um primeiro exemplo é o da Malarioterapia, criada em 1917 por Julius Wagner-Jauregg e que consistia em infectar pacientes de neurossífilis com malária, ideia que rendeu-lhe a ele o único Nobel da psiquiatria clássica. Outro tratamento conhecido, criado em 1933, é o Coma Insulínico, onde se induzia comas por hipoglicemia em esquizofrênicos, na expectativa que, quando retornassem deste estado, estariam "melhores". Entre 1934 e 1938, Ladislas von Meduna e, posteriormente, Ugo Cerletti introduziram as convulsões artificiais (químicas e elétricas) como tratamento, que consistiam em induzir choques químicos ou elétricos no paciente. O médico português Egas Moniz, por sua vez, ganhou o Nobel de Medicina de 1949 ao criar a Lobotomia Pré-Frontal. | ||
=== A loucura no nazismo === | === A loucura no nazismo === | ||