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(→A Psicologia de Wundt: Pequenas correções complementares) |
(→Psicologia Individual e Völkerpsychologie: dois métodos para manifestações da experiência: Pequenas correções complementares) |
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=== Psicologia Individual e Völkerpsychologie: dois métodos para manifestações da experiência === | === Psicologia Individual e Völkerpsychologie: dois métodos para manifestações da experiência === | ||
A arquitetura metodológica de Wundt responde ao desafio de investigar processos mentais que variam em complexidade. Ele estabelece que a psicologia deve ser compreendida como o fundamento das | A arquitetura metodológica de Wundt responde ao desafio de investigar processos mentais que variam em complexidade. Ele estabelece que '''a psicologia deve ser compreendida como o fundamento das ciências humanas''' ou ciências do espírito (''Geisteswissenschaften''). A '''Psicologia Individual''' foca nos processos elementares, que incluem sensação e percepção, que são passíveis de controle rigoroso em laboratório através da manipulação de estímulos externos e introspecção experimental. | ||
Entretanto, Wundt reconhece a insuficiência do experimento para os processos mentais superiores, como o pensamento e a linguagem, que são historicamente condicionados. Para estes, ele propõe a Völkerpsychologie , ou Psicologia dos Povos, dedicada ao estudo dos produtos das geistige Gemeinschaften (comunidades espirituais ou coletividades). Wundt vai apontar a linguagem, o mito e os costumes (Sitten) não são apenas dados culturais, mas objetivações de leis psíquicas superiores inacessíveis à introspecção de laboratório. Eles seriam produtos da experiência humana nas suas formas mais avançadas e superiores e, por não serem passíveis de experimentação, exigem uma outra abordagem. Essas duas vertentes, experimental e histórico-cultural, não são divergentes, mas sim o projeto integrador que permite apreender a mente tanto em sua base sensório-motora quanto em suas manifestações espirituais complexas. | Entretanto, Wundt reconhece a insuficiência do experimento para os processos mentais superiores, como o pensamento e a linguagem, que são historicamente condicionados. Para estes, ele propõe a Völkerpsychologie , ou Psicologia dos Povos, dedicada ao estudo dos produtos das geistige Gemeinschaften (comunidades espirituais ou coletividades). Wundt vai apontar a linguagem, o mito e os costumes (Sitten) não são apenas dados culturais, mas objetivações de leis psíquicas superiores inacessíveis à introspecção de laboratório. Eles seriam produtos da experiência humana nas suas formas mais avançadas e superiores e, por não serem passíveis de experimentação, exigem uma outra abordagem. Essas duas vertentes, experimental e histórico-cultural, não são divergentes, mas sim o projeto integrador que permite apreender a mente tanto em sua base sensório-motora quanto em suas manifestações espirituais complexas. | ||