Lawrence Kohlberg

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Lawrence Kohlberg nasceu em 25 de outubro de 1927, na cidade de Bronxville, e faleceu em 19 de janeiro de 1987, na cidade de Bonston. Foi um conhecido psicólogo e professor norte-americano. Seu interesse dentro do campo psi estava na área do desenvolvimento, sendo o criador da teoria dos “Estágios de Desenvolvimento Moral”, teoria responsável por sua fama.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Origem[editar | editar código-fonte]

Em 1927, em Bronxville, Nova Iorque, Estados Unidos, nascia o psicólogo social americano Lawrence Kohlberg. Seu pai, Alfred Kohlberg, era um rico comerciante que atuava no ramo da seda. Sua mãe chamava-se Charlotte Albrecht Kohlberg. A boa condição financeira de sua família possibilitou que Kohlberg estudasse em bons colégios, de reconhecida qualidade acadêmica. Lawrence era o filho mais novo de uma família com quatro filhos.

Lawrence Kohlberg não foi um adolescente disciplinado. Costumeiramente era penalizado por fumar e beber com os amigos, além de fugir para namorar. Apesar dos atos proibidos que cometia, Kohlberg não se sentia culpado por infringir as regras. De acordo com Francisco (2006, p. 35), Kohlberg “acreditava que as regras que violava eram resultantes de convenções arbitrárias e não do princípio de justiça ou da preocupação pelos direitos e bem-estar das pessoas”.

Em 1945, após concluir o ensino médio na Phillips Academy, em Andover, Massachusetts, Kohlberg iniciou o serviço militar na Marinha Mercante dos Estados Unidos. Vale lembrar que o ano de 1945 foi marcado pelo final da Segunda Guerra Mundial e que, por esse motivo, Kohlberg interrompeu seus serviços na Marinha Americana. Na sequência, tornou-se voluntário no navio clandestino Padacah. A missão, coordenada pela organização militar sionista Haganah, tinha como objetivo transportar judeus para a Palestina, porém o navio foi interceptado por britânicos. Para enganar os fiscais e proteger os judeus, Kohlberg dizia que as camas dos refugiados eram contêineres para bananas, daí a origem do título de seu artigo “Beds for Bananas”, onde o pesquisador relatava a violência aplicada durante a captura, como o uso de gás lacrimogêneo e até mesmo a morte de bebês. Kohlberg foi preso no Chipre, onde ficou em um campo de concentração, escapando com a ajuda da Haganah, que providenciou documentos falsos para que ele pudesse fugir.


Início da vida acadêmica[editar | editar código-fonte]

Após esse período conturbado, relativo ao trabalho voluntário no navio Padacah e sua prisão, Kohlberg ingressou na Universidade de Chicago em 1948, para cursar Psicologia. Por ter um rendimento nos testes de admissão bem acima da média, Kohlberg concluiu a graduação em Psicologia em apenas um ano.

Em 1958, ele obteve seu doutorado também na Universidade de Chicago. Seu trabalho versava sobre a existência de estágios de desenvolvimento moral, universais e invariáveis. A tese de doutorado de Kohlberg, representou então uma ampliação da obra de Piaget, identificando seis estágios de desenvolvimento moral. É importante destacar que Piaget abordou o desenvolvimento da consciência moral até 12 e 13 anos, fase em que o indivíduo alcançaria a moral autônoma. Kohlberg foi além, afirmando que esse nível de desenvolvimento só seria alcançado em torno dos 20 anos de idade, no melhor dos casos.

É importante destacar que apontamentos de Kohlberg, tiveram como influência os trabalhos dos seguintes estudiosos: George Herbert Mead, John Dewey, Platão, Émile Durkheim e Jean Piaget, tendo esse último uma influência crucial em sua pesquisa.

Pesquisa empírica sobre o desenvolvimento moral[editar | editar código-fonte]

Nos anos seguintes à conclusão do doutorado, Kohlberg dedicou-se a provar empiricamente a sua hipótese da existência de estágios de desenvolvimento moral universais. Para isso, o autor deu continuidade aos seus estudos na tentativa de comprovar a validade de sua tese, nas mais diversas realidades culturais. Isso foi importante para que Kohlberg demonstrasse a validade de sua hipótese de desenvolvimento moral independente do contexto cultural. Outro objetivo alcançado com esta parte de suas pesquisas foi o refinamento e melhor definição dos estágios já elaborados.

Ao observar durante 20 anos um grupo de meninos, Kohlberg finalmente concluiu que o desenvolvimento moral segue uma sequência de estágios que não é afetada pelas questões culturais. Seus estudos iniciaram quando os meninos tinham entre 10 e 16 anos e foram finalizados quando os meninos tinham idade entre 22 e 28 anos. Sua pesquisa consistia em propor dilemas morais aos meninos e observar suas respostas. Ao longo desses 20 anos, o mesmo grupo de meninos era entrevistado a cada quatro anos.

Como já foi dito, Kohlberg observou o desenvolvimento moral em diversos lugares do mundo, como Malásia, Taiwan, Turquia, México e Estados Unidos. Sua investigação teve como resultado a publicação da obra Essays on moral development no ano de 1981, obra apresentada em 3 volumes.

Foram realizados inúmeros estudos nas mais diversas culturas até 1985. Os resultados de todos esses trabalhos culminaram na mesma conclusão: a de que os estágios podem ser observados no desenvolvimento humano, independentemente do local ou contexto cultural, religião, etnia e outros.

Vida e carreira[editar | editar código-fonte]

Kohlberg foi contratado pela Universidade de Harvard, onde assumiu o cargo de docente na Graduate School of Education. Sua vida também foi marcada pela participação em movimentos políticos como o movimento civil contra a discriminação racial e contra a guerra do Vietnã, na década de 1970. Também atuou em prisões e escolas de ensino médio nos Estados Unidos onde tinha como objetivo implantar a ideia de “comunidade justa”, que consistia em adotar práticas para o exercício de uma democracia participativa.

Enquanto esteve em Belize, para realização de pesquisas, no ano de 1971, Kohlberg contraiu uma parasita intestinal que lhe causou uma infecção. A partir disso, sentiu constantes dores, ao longo de 16 anos. Tal condição fez com que sua saúde ficasse debilitada, desenvolvendo também um quadro de depressão.

Fim da vida[editar | editar código-fonte]

Kohlberg faleceu em janeiro de 1987, aos 59 anos. Seu carro foi localizado estacionado em uma rua e o seu corpo foi encontrado no mar, três meses depois do seu desaparecimento, na cidade de Boston, aparentando se tratar de um caso de suicídio.

Contribuições[editar | editar código-fonte]

Conceitos, apontamentos e teoria[editar | editar código-fonte]

Por suas fortes influências advindas dos trabalhos de Piaget, Kohlberg desenvolveu sua teoria calcada na ideia de que o desenvolvimento moral está ligado ao desenvolvimento cognitivo. Segundo Vidigal (2011, p. 50), o trabalho de Piaget, tinha como foco central o desenvolvimento humano, com interesse no desenvolvimento cognitivo, mas esmo assim, Piaget tratou de questões referentes ao desenvolvimento moral, limitando-se a falar apenas de crianças. O resultado de suas pesquisas foi divulgado no livro O Juízo Moral na Criança, publicado em 1932. Kohlberg, por sua vez, foi além de seu mestre nos estudos sobre a moralidade, dedicando grande parte de sua vida ao desenvolvimento de uma teoria a respeito do assunto. Como resultado, sua contribuição teórica vigorou nos estudos a respeito do desenvolvimento moral (BIAGGIO, 1997).

Diferente de Piaget, Kohlberg produziu um estudo longitudinal com crianças e adolescentes, indo até a fase adulta dos participantes. Para ele, o desenvolvimento humano se constitui na relação do sujeito com o meio, não sendo passível de separação. Tal pensamento é o ponto central na moralidade para Kohlberg.

Outra contribuição de Kohlberg, foi a elaboração de uma sequência universal do desenvolvimento da moral. De acordo com ele, todo ser humano passa por uma sequência de estágios de desenvolvimento. Tal sequência pode ser observada nas mais diversas culturas e contextos.

Teoria[editar | editar código-fonte]

A Teoria do Desenvolvimento Moral, estabelecida por Kohlberg, é vista no campo científico como uma grande contribuição para a Psicologia Cognitivista. Kohlberg pôde por anos, acompanhar as visões de Piaget e seu trabalho durante sua vida acadêmica e a partir disso, postular uma teoria que pudesse contribuir para o cenário científico. Sua teoria, por ter um caráter universal e sequencial, assim como a teoria piagetiana, necessitou se enquadrar dentro de algumas normas, como por exemplo, a de que o desenvolvimento se dá de forma contínua e progressiva no ser humano, sendo raro, identificarmos alguém que regrida nas fases do desenvolvimento ou então, a de que não é possível ao ser humano “pular” estágios. Foi nessa perspectiva, que Kohlberg ampliou os estudos de Piaget, desenvolvendo três níveis de desenvolvimento moral. De acordo com a teoria de Kohlberg, cada nível é subdividido em dois estágios, totalizando seis estágios de desenvolvimento moral.  Os níveis de desenvolvimento são os seguintes: pré-convencional, convencional e pós-convencional, contendo em cada nível, dois estágios, como foi dito anteriormente.

No nível pré-convencional, observado na faixa etária de 2 a 6 anos, as regras morais são impostas sobre a criança, sendo inicialmente respeitadas por medo de punições, porém a criança percebe também que o cumprimento dessas regras lhes garante recompensas. Essa fase é marcada pelo egocentrismo. Neste nível, existem dois estágios:

1-Punição e obediência: Basicamente, a criança observa as regras e as cumpre, a fim de evitar punições. Ao ser punida, o tamanho de sua punição acaba por indicar o tamanho do erro praticado. Neste estágio, a criança não distingue pensamentos diferentes dos seus, porém respeita uma figura de maior poder.

2-Hedonismo instrumental: Neste estágio, ainda há o medo da punição, porém a criança percebe que pode ser recompensada se cumprir as regras. Ela percebe que o outro também tem desejos, sendo capaz, até mesmo, de realizar uma troca, porém a condição é que essa troca seja de seu próprio interesse.

No nível convencional há um comportamento baseado naquilo que se é esperado da criança ou adolescente, buscando sempre uma aprovação e mantendo a ordem social. Neste nível há ainda o medo da punição, porém o que mais vale para o indivíduo são os julgamentos. Esse período é observado na faixa etária próxima aos 10 anos de idade (Idade Escolar), até a adolescência.

3-Relações interpessoais': Neste estágio, há o ideal de “bom garoto”. Aquilo que agrada os outros, lhe garante receber a aprovação dos mesmos. Ainda neste nível, as atitudes carregadas de boas intenções, podem sobrepor uma ação vista como imoral, como por exemplo, BRIGAR (imoral) para DEFENDER (boa intenção) um animal indefeso.

4-Autoridade mantém a ordem social: Neste estágio, o que está expresso nas leis, é o que de fato vale para o indivíduo. É através das leis que se sabe o que a sociedade espera dos indivíduos. Além disso, as autoridades são figuras que determinam essas leis e, portanto, têm voz ativa na sociedade.

No nível pós-convencional o indivíduo consegue decidir o que é certo ou errado por uma noção mais universal do que é a justiça, por mais que manter a ordem social seja algo que importe bastante para esses indivíduos, eles ainda podem discordar das leis e das figuras de ordem, tomando as leis como algo mutável. Geralmente suas escolhas estarão pautadas nos direitos humanos e na ordem social. O nível pós-convencional pode ser observado no período final da adolescência, tendo início na vida adulta. É importante ressaltar que ao demarcarmos as faixas etárias de cada nível, buscamos nos aproximar ao máximo de uma estimativa. Porém, em especial neste nível, as pesquisas de Kohlberg apontam que são raros os indivíduos estadunidenses que alcançam o 5º estágio e apenas algumas figuras como Ghandi, Madre Tereza e Luther King, por exemplo, alcançaram o 6° estágio. (SAMPAIO, 2007, p. 587)

5-Contrato social: O indivíduo avalia sua conduta a partir de sua visão das leis. Por exemplo, se as leis são democráticas e contemplam uma maioria de forma positiva, além de preservar os direitos humanos, estas leis são bem vistas e em sua maioria são seguidas. Caso contrário, desrespeitar as leis não é visto como algo negativo.

6-Princípios universais: Neste estágio, o indivíduo escolhe de forma consciente, adotar um ponto de vista ético como princípio, e a partir dele julgar as leis. Quando a lei contempla os princípios éticos do sujeito, ela é facilmente adotada. Quando a lei não atende a esses princípios éticos, o indivíduo priorizará agir conforme seus princípios.

Para Kohlberg, os princípios éticos estão relacionados a valores como: “vida humana, propriedade, verdade, filiação ou ligação afetiva, autoridade, lei e contrato, consciência e punição”. (BATAGLIA, 1996, apud VIDIGAL, 2001, p.58). De maneira geral, esses princípios são universais, para além de todo contrato social. Ainda sobre esse estágio 6, pode-se afirmar que nele o sujeito é capaz de ter empatia, compreender as afecções sofridas pelos indivíduos, em determinada situação e buscar uma solução que contemple a todos.

Kohlberg defendia que a moralidade era amadurecida quando o sujeito era capaz de entender que a justiça não era exatamente respeitar as leis, uma vez que, algumas leis, podem ser moralmente equivocadas e por isso, devem ser questionadas com o objetivo de modificá-las. Todo ser humano tem capacidade para superar as convicções e valores da cultura em que foi moldado, ao invés de passivamente aceitar tudo que vem dela. Este é o aspecto mais importante de sua teoria, a tornando única e diferente das demais existentes. (BIAGGIO, 1997, n.p). Podemos dizer então que para a teoria kohlberniana, o mais alto nível de desenvolvimento moral só seria atingido quando o sujeito compreendesse a diferença entre justiça e lei. Ao alcançar tal diferenciação, seria possível ao sujeito utilizar a justiça como critério para refletir a respeito das leis, ao invés de aceitá-las de forma passiva e transformando-as, quando necessário.

Para identificar o nível de desenvolvimento moral do sujeito, Kohlberg utiliza os conceitos de normas e os elementos envolvidos no processo de escolha do participante, diante de um dilema. As normas podem ser compreendidas como os valores morais que norteiam a postura do participante, diante de um dilema. Os elementos podem ser definidos como os motivos que levam o sujeito a fazer determinada escolha. Vale lembrar que ao analisar apenas as normas (valores), não seria suficiente para a compreensão e identificação do estado do desenvolvimento moral do sujeito observado. Apenas a relação entre normas e elementos tornaria esse processo possível.

Segundo Kohlberg, só seria possível ao sujeito passar para o próximo estágio caso o mesmo vivenciasse conflitos internos, no qual a problemática do dilema entrasse em confronto com suas questões morais pessoais. Somente depois desse confronto (que tinha como resultado um conflito cognitivo), o sujeito conseguiria maturar o julgamento moral.

O dilema de Heinz[editar | editar código-fonte]

Em sua pesquisa sobre o desenvolvimento moral, Kohlberg apresentava alguns dilemas morais aos entrevistados. A partir das respostas obtidas, o pesquisador conseguia identificar em que nível do desenvolvimento moral, o sujeito encontrava-se. Dentre os dilemas utilizados por Kohlberg, encontramos o Dilema de Heinz.

Uma mulher com câncer está próxima da morte. Um farmacêutico descobriu um medicamento que os médicos acreditam que pode salvá-la. O farmacêutico está cobrando 2.000 dólares por uma pequena dose - 10 vezes o que o medicamento custa para ele fabricar. O marido da mulher doente, Heinz, pede dinheiro emprestado a todos os conhecidos, mas consegue reunir apenas 1.000 dólares. Ele implora ao farmacêutico para lhe vender o medicamento por 1.000 dólares ou deixar que ele pague o restante mais tarde. O farmacêutico recusa, dizendo, “Eu descobri o medicamento e vou ficar rico com ele. ” Heinz, desesperado, arromba a loja do homem e rouba o medicamento. Heinz deveria ter feito isso? Por quê? (KOHLBERG, 1969 apud PAPALIA E FELDMAN, 2013, p.407).

Segundo Ravella (2010, p. 49), diante do dilema de Heinz, algumas perguntas poderiam ser feitas:

1. Deve ou não Heinz assaltar a farmácia e roubar o medicamento? Por quê?

2. Se Heinz não gostasse da mulher devia roubar ou não o medicamento? Por quê?

3. Se a pessoa que estava a morrer não fosse a mulher, mas um desconhecido, devia ou não Heinz roubar o medicamento? Por quê?

4. Como deve Heinz roubar o medicamento, sabendo que por lei é proibido roubar? (Isto, se o sujeito defender que Heinz deve roubar).

5. É importante que as pessoas façam tudo o que podem para salvar a vida de alguém? Por quê?

Segundo Vidigal (2011), a depender do nível em que o pesquisado se encontrava, as seguintes respostas poderiam ser encontradas:

No estágio 1“Se você deixa sua esposa morrer, estará em um grande problema. Será acusado por não gastar o dinheiro para salvá-la, e você e o farmacêutico serão investigados pela morte dela. (VIDIGAL, 2011, p. 60)

No estágio 2“Se acontecer de você ser pego, você devolve a droga e não pega uma sentença muito grande. Não vai te incomodar muito ter cumprido essa pequena sentença se você tiver sua esposa quando sair. ” (VIDIGAL, 2011, p. 61)

No estágio 3 – “Ninguém vai considerar que você é mal por ter roubado a droga, mas sua família irá pensar que você é um marido desumano se você não o fizer. Se você deixar a sua esposa morrer, nunca mais será capaz de olhar ninguém nos olhos novamente. ” (VIDIGAL, 2011, p. 61)

No estágio 4 - “Se você tem um senso de honra, você não deixa a sua esposa morrer porque você tem medo de fazer a única coisa que irá salvá-la. Você sempre se sentirá culpado por ter causado sua morte e não cumpriu o seu dever para com ela. ” (VIDIGAL, 2011, p. 62)

No estágio 5“Se você deixar sua mulher morrer, seria por medo, não por julgar correto. Assim, você perderia o auto respeito e, provavelmente, o respeito dos outros também. ” (VIDIGAL, 2011, p. 62)

No estágio 6“Se você não roubar a droga e deixar sua mulher morrer, você sempre condenará a si mesmo por isso. Você não poderá ser culpado e terá vivido de acordo com as leis, mas não terá vivido de acordo com os seus próprios padrões de consciência. ” (VIDIGAL, 2011, p. 63)

Ainda sobre as respostas típicas ao dilema de Heinz, encontramos em Papalia e Feldman (2013, p.409) a seguinte organização:

Estágio 1 -

A favor: “Ele deve roubar o remédio. Não é errado fazê-lo. Não é, porque primeiro ele quis pagar. O remédio que ele levaria vale só duzentos dólares; na verdade ele não está levando um remédio de dois mil dólares".

Contra: “Ele não deve roubar o remédio. É crime. Ele não tinha permissão; usou a força, invadiu e entrou. Ele causou muitos danos e roubou um remédio muito caro".

Estágio 2 –

A favor: “Está certo roubar o remédio, pois sua mulher precisa e ele quer que ela viva. Não é que ele queira roubar, mas é o que ele tem de fazer para salvá-la".

Contra: “Ele não deveria roubar. O farmacêutico não está errado nem é mau; ele só quer lucrar. É para isso que ele está no negócio - para ganhar dinheiro".

Estágio 3 -

A favor: “Ele deve roubar o remédio. Ele só está fazendo o que é natural um marido fazer. Não se pode culpá-lo de fazer algo por amor à esposa. Ele seria culpado se não amasse a esposa o suficiente para salvá-la".

Contra: “Ele não deve roubar. Se a esposa morrer, ele não tem culpa. Não é porque ele é cruel ou não ama suficientemente sua mulher a ponto de fazer tudo que é legalmente possível. O farmacêutico é que é egoísta ou cruel".

Estágio 4 –

A favor: “Você deve roubar. Se não fizer nada, deixará sua mulher morrer. A responsabilidade será sua se ela morrer. Você precisa levar o remédio com a ideia de pagar o farmacêutico".

Contra: “É natural que ele queira salvar a esposa, mas é sempre errado roubar. Ele sabe que está tirando um remédio valioso do homem que o fabricou".

Estágio 5

A favor: “A lei não foi criada para essas circunstâncias. Levar o remédio nessa situação, na verdade, não é certo, mas é justificável".

Contra: “Você pode não culpar totalmente uma pessoa por roubar, mas circunstâncias extremas de fato não justificam tomar a lei em suas próprias mãos. Você não pode aceitar que as pessoas roubem toda vez que estiverem desesperadas. O objetivo pode ser bom, mas os fins não justificam os meios".

Estágio 6 –

A favor: “Essa é uma situação que o força a escolher entre roubar e deixar sua mulher morrer. Numa situação em que deve ser feita uma escolha, é moralmente correto roubar. Ele tem de agir em termos do princípio de preservação e respeito à vida".

Contra: “Heinz está diante da decisão de considerar ou não as outras pessoas que precisam do remédio tanto quanto sua mulher. Ele deve agir não de acordo com os seus sentimentos pela esposa, mas considerando o valor de todas as vidas envolvidas".

Críticas[editar | editar código-fonte]

As principais críticas à teoria de Kohlberg, se referem às seguintes questões:

'Universalidade dos estágios[editar | editar código-fonte]

Alguns críticos à teoria de Kohlberg, colocam em dúvida a ideia de que os estágios de desenvolvimento moral ocorrem da mesma maneira e de forma universal nos indivíduos.  Há autores que defendem que a sequência de estágios, proposta por Kohlberg só se aplicam a sociedades capitalistas liberais.

Acusação de adoção de uma perspectiva elitista[editar | editar código-fonte]

Estudiosos (principalmente os que defendem o Relativismo Moral), criticam a teoria de Kohlberg, uma vez que ela defende a existência de juízos morais mais adequados que os outros. Nesta perspectiva, os seres humanos seriam divididos em dois grupos: os mais morais e os menos morais.

Desconsideração às diferenças referentes ao gênero[editar | editar código-fonte]

Encontramos principalmente em Carol Gilligan, a crítica de que a teoria de Kohlberg não leva em consideração as questões de gênero. Tal crítica pode ser fundamentada no fato de que a pesquisa realizada por Kohlberg, só contou com a participação de indivíduos do sexo masculino em sua amostra. Essa postura metodológica, trouxe à tona a acusação de que Kohlberg não levou em conta as especificidades do desenvolvimento moral das meninas. Para Ravella (2010, p. 64), Gilligan defendia a existência de uma postura ética, característica das mulheres, conceituada pela autora como uma “ética do cuidado” (ethics of care). A concepção de Gilligan, representa um contraste à teoria de Kohlberg, uma vez que essa se caracteriza pela “ética da justiça”, pautada nos direitos e normas. Como exemplo de trabalhos em que Gilligan aborda o assunto, destacamos sua tese In a Different Voice: Psychological Theory and Women’s Development e o texto In a Different Voice: Womens’s Conceptions of Self and of Morality, de 1977. (SPINELLI, 2019, p. 247).

Desvalorização da influência de aspectos como emoção e hábito no desenvolvimento moral[editar | editar código-fonte]

Outro ponto que coloca em dúvida a teoria de Kohlberg, se refere ao fato de que ele não aborda em seus estudos, a influência das emoções e do hábito, não dando a esses aspectos a devida importância.

Escola de Cluster e aplicação da técnica de educação moral “Comunidade Justa”[editar | editar código-fonte]

Nas décadas de 1960 e 1970, escolas alternativas começaram a despontar nos Estados Unidos. No ano de 1974, pais e professores requisitaram que Kohlberg assistisse uma escola, com uma proposta alternativa, em Cambridge. Como Kohlberg já desejava uma oportunidade nesse sentido, aceitou o pedido e assim foi concebida a escola alternativa chamada de Cluster. (BIAGGIO, 1997, n.p.)

A escola possuía 64 estudantes, 6 docentes e pessoal administrativo que se reuniam em grupo, cerca de duas horas por dia. Cluster fazia parte de outra escola, a Cambridge High School, uma escola pública de grande porte. Apesar dos alunos passarem mais tempo na Cambridge, se identificavam mais com a Cluster e julgavam-se não pertencentes à Cambridge. Cerca de 3 vezes por semana, os estudantes participavam de aulas de inglês e estudos sociais na Cluster (BIAGGIO, 1997).

Uma vez por semana acontecia uma “reunião da comunidade”. Participavam desses encontros alunos e professores, com a proposta de conversarem sobre as demandas e questões e discutia-se também regras e a manutenção delas. Tudo era decidido através de discussões, e o voto da maioria prevalecia. Havia paridade entre os votos, uma vez que os votos de professores e alunos tinham o mesmo valor (BIAGGIO, 1997).

A agenda da reunião da comunidade era elaborada com antecedência com a participação de Kolberg, da equipe e dos alunos voluntários. Assim, Kohlberg e professores debatiam sobre quais tópicos eram relevantes para uma discussão moral na reunião. Um dia antes da reunião, alunos e professores se encontravam nos pequenos grupos que eram denominados de "grupos conselheiros”.

Na escola de Cluster, a igualdade era um ideal valorizado e buscado por todos, a todo momento. Sendo assim, professores e alunos eram vistos como iguais, no que se referia às regras, direitos e deveres. (BIAGGIO, 1997).

Cronologia biográfica[editar | editar código-fonte]

1927 -  Nasce Kohlberg, em Nova Iorque, EUA.

1945 – Kohlberg ingressa na marinha dos Estados Unidos. No mesmo ano, se voluntaria no navio para levar judeus à Palestina.

1948 – Admitido na Universidade de Chicago, para cursar Psicologia.

1955 – Casou-se com Lucille Stigberg.

1958 – Conclusão do doutorado.

1981- Publicação da obra “Essays on Moral Development. ”

1968 – Contratado para lecionar em Harvard.

1971 – Kohlberg viaja para Belize, onde contrai uma parasita intestinal, que o deixa permanentemente doente.

1974 – Aceitou convite feito por um grupo de pais e professores, para assessorar uma escola alternativa em Cambridge.

1987 – Morre Kohlberg, aos 59 anos. Suspeita de suicídio.

Discípulos/Seguidores/Quem influenciou[editar | editar código-fonte]

  • Muriel J. Bebeau;
  • Orlando Lourenço;
  • Stephen J. Thoma.

Segundo Ravella (2010, p. 14), a teoria de Kohlberg tem grande influência nas questões da educação moral, sendo assim, ao longo dos anos, diversos pesquisadores interessaram-se pelo trabalho desenvolvido por Kohlberg e foram influenciados por ele. Como exemplo, podemos citar James Rest e Elliot Turiel. Ambos defendiam a teoria desenvolvida por Kohlberg, principalmente no que se refere à importância que o estudioso deu à função da razão.  Ainda de acordo com Ravella (2010, p.14), é possível encontrar trabalhos, realizados em língua inglesa que falam sobre uma abordagem chamada “neo-kohlberguiana”. Neste contexto, destacamos mais uma vez James Rest e seu trabalho, publicado no ano de 1999, desenvolvido em parceria com Darcia Narvaez, Muriel J. Bebeau e Stephen J. Thoma.

Sobre trabalhos influenciados pela teoria de Kohlberg, em língua portuguesa, Ravella (2010, p. 15), chama a atenção para a pouca quantidade desses estudos. Destaca-se as obras de Orlando Lourenço, professor da Universidade de Lisboa, e Júlia Oliveira Formosinho, professora da Universidade de Minho.

No cenário brasileiro, em Ângela Maria Biaggio, encontramos uma importante obra também influenciada pelos apontamentos de Kohlberg. De acordo com Ravella (2010, p. 15), Biaggio “trabalha com as metodologias de pesquisa de Kohlberg desde os anos 70 do século passado. ”

Obras[editar | editar código-fonte]

● The Philosophy of Moral Development: Moral Stages and the Idea of Justice;

● Moral Stages: A Current Formulation and a Response to Critics (Contributions to Human Development);

● Lawrence Kohlberg′s Approach to Moral Education - F. Clark Power, Ann Higgins, Lawrence Kohlberg;

● The Measurement of Moral Judgement - Ann Colby, Lawrence Kohlberg, Betsy Speicher, Alexandra Hewer, Daniel Candee, John Gibbs e Clark Power;

● Constructivist Early Education, Overview an Comparison With Our Program: Overview and Comparison With Other Programs - Rheta Devries , Lawrence Kohlberg

Relação com outros personagens ou teorias[editar | editar código-fonte]

As pesquisas de Kohlberg tiveram como base o trabalho do seu professor, Jean Piaget a respeito do desenvolvimento moral. Em seus estudos, Piaget analisou esse aspecto do desenvolvimento em indivíduos até 12-13 anos de idade. Tal fato representou para Kohlberg uma limitação na teoria piagetiana. Se compararmos os apontamentos feitos por Kohlberg e os de Piaget, encontraremos alguns pontos em comum e também algumas diferenças. Sobre as semelhanças destacamos as escolhas metodológicas e os objetivos de ambos. No que se refere à metodologia, tanto Piaget quanto Kohlberg utilizaram o modelo de entrevista clínica. Em seu trabalho sobre a constituição da moralidade, Piaget investigou a forma como as crianças se comportavam diante de questões como “regras do jogo, mentira, roubo e muitos aspectos da noção de justiça” (VIDIGAL, 2011, p.50). Essa investigação resultou no livro “O Juízo Moral na Criança”, publicado em 1932. Como já foi dito, Kohlberg utilizou uma metodologia muito próxima à de seu mestre Piaget. A abordagem metodológica utilizada em sua investigação é conhecida como The Moral Judgment Interviw (MJT) -A Entrevista de Julgamento Moral- onde Kohlberg apresentava aos entrevistados dilemas morais, com o objetivo de compreender o pensamento do participante. Dentre os dilemas apresentados durante as pesquisas, destacamos o dilema de Heinz. Cabe destacar que ao apresentar um dilema a um participante, onde esse deveria fazer uma escolha, o foco de Kohlberg centrava-se no porquê da escolha e não na escolha propriamente dita. Podemos dizer que Kohlberg estava mais interessado nas justificativas das respostas, do que se elas estavam “moralmente certas ou erradas”.

No que se refere ao objetivo de estudo, podemos dizer que tanto Kohlberg quanto Piaget interessaram-se em descobrir de que maneira a moralidade se desenvolve, embora o foco principal da obra de Piaget seja o desenvolvimento cognitivo.

Como já foi dito, a análise das teorias de Kohlberg e Piaget nos permite identificarmos algumas diferenças entre elas. Destacamos as seguintes:

●   Em sua obra, Kohlberg utiliza o conceito de estágios de desenvolvimento, enquanto Piaget utiliza o conceito de etapas.

●   Para Piaget, a moral autônoma seria alcançada por volta dos 12 anos de idade, enquanto Kohlberg acreditava que essa moral seria alcançada por volta dos 20 anos de idade, no melhor dos casos.

●   Outra diferença pode ser encontrada no fato de que para Piaget a ação antecede o juízo moral (definido como a capacidade cognitiva de diferenciar o certo e o errado), enquanto Kohlberg defendia o inverso.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Jean Piaget

Carol Gilligan

Escola Cluster

Ângela Maria Brasil Biaggio

Referências[editar | editar código-fonte]

ASSIS, E. R. de; CARNEIRO, K. T.; BRONZATTO, M.; CAMARGO, R. L. de. Lawrence Kohlberg e os anos de chumbo: demandas por justiça e a procura pela moralidade pós-convencional. ETD - Educação Temática Digital, Campinas, SP, v. 20, n. 1, p. 276–297, 2018. DOI: 10.20396/etd. V20i1.8647967. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/8647967. Acesso em: 17 abr. 2021.

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Autoria[editar | editar código-fonte]

Verbete criado inicialmente por: Juliana de Azevedo Santos, Kevin Souza dos Santos Silva, Ralfe Viana Costa, como exigência parcial para a disciplina de Psicologia e Desenvolvimento Cognitivo da UFF de Rio das Ostras. Criado em 2021.1. publicado em 2021.1.