Aaron Temkin Beck nasceu no dia 18 de julho de 1921, em Providence, nos Estados Unidos. Beck atuou como psiquiatra, professor e psicanalista, tornando-se reconhecido mundialmente como o pai da Terapia Cognitiva (TC) ao criar uma nova forma empírica e fundamentada de psicoterapia. Suas contribuições conceituais, psicoterápicas e experimentais estão entre as maiores da história da psiquiatria e da psicologia e continuam fazendo parte da formação e atuação de muitos profissionais. Aaron Beck faleceu pacificamente, na Filadélfia, em novembro de 2021, e seu trabalho permanece influenciando gerações de profissionais e pesquisadores.

Biografia

Vida familiar

Aaron Temkin Beck nasceu em 18 de julho de 1921, na cidade de Providence, nos Estados Unidos. Seus pais, Elizabeth Temkin e Harry Beck, eram imigrantes judeus ashkenazi (judeus de origem europeia central e oriental) vindos da Ucrânia e tiveram quatro filhos ao todo, sendo Aaron o mais novo. O início de sua vida foi conturbado, marcado por dificuldades e perdas, entre elas a de dois de seus irmãos, que faleceram durante a infância.

Formação acadêmica

Após concluir o colegial, Beck ingressou na Universidade Brown, onde se formou em Língua Inglesa e Ciência Política, em 1942. Quatro anos depois, adquiriu um diploma médico pela University School of Medicine e começou uma residência em neurologia no Hospital Cushing Veterans Administration, em Massachusetts, concluindo seus estágios e residências médicas em 1950. Beck se tornou um entusiasta da psicanálise após trabalhar durante um período de seis meses em uma ala psiquiátrica, o que mudou drasticamente seu pensamento e trajetória profissional. Ainda em 1950, tornou-se bolsista em psiquiatria no Centro de Austen Riggs, onde permaneceu até o ano de 1952 e, entre 1952 e 1954, cumpriu seu serviço militar como chefe assistente em neuropsiquiatria, no Hospital Valley Forge Army.

Jornada profissional

Em 1954, Beck tornou-se membro do corpo docente do Departamento de Psiquiatria da Universidade da Pensilvânia, sendo efetivado como professor assistente em 1958. Ainda em 1954, iniciou sua formação em psicanálise no Instituto Psicanalítico da Filadélfia, concluindo o treinamento em 1956. No entanto, teve seu pedido de certificação como psicanalista recusado pela American Psychoanalytic Association (APsA) em 1960 e, novamente, em 1961.

Após anos de atuação na carreira psicanalítica, Beck buscou validar empiricamente os princípios da psicanálise em seus estudos sobre depressão. Os resultados da pesquisa, no entanto, apontaram inconsistências com o que era previsto pelo modelo psicanalítico, o que o levou a propor uma alternativa: o modelo cognitivo da depressão. O novo modelo tinha como ênfase a estrutura e o funcionamento dos pensamentos conscientes dos pacientes. Com isso, Aaron Beck deu início a um novo modelo de psicoterapia baseado na identificação e modificação consciente dessas estruturas consideradas disfuncionais: a Terapia Cognitiva. O desenvolvimento da TC ocorreu na década de 1950, em paralelo ao movimento conhecido como “revolução cognitiva”, que teve seu auge nas décadas de 1960 e 1970, influenciando não só os estudos de Beck como também a psicologia comportamental. Entre os principais nomes do movimento estão Albert Ellis, Albert Bandura e Donald Meichenbaum.

Em 1992, dois anos após se aposentar como docente, Beck fundou, juntamente de sua filha, o Beck Institute for Cognitive Behavior Therapy, ums instituição sem fins lucrativos que visa melhorar a qualidade de vida de pacientes por meio da excelência na prática da terapia cognitivo-comportamental em escala global. A instituição permanece ativa até os dias atuais.

Ao longo de sua vida, Beck contribuiu amplamente para o avanço da psicoterapia cognitiva com sua vasta publicação de livros, artigos científicos e inventários para o tratamento de doenças como a depressão, a ansiedade e a ideação suicida. Seu trabalho continua influenciando profissionais e pesquisadores de todo o mundo e se tornou um marco na história da psicologia e da psiquiatria.

Aaron Beck faleceu pacificamente em sua casa aos 100 anos de idade, na Filadélfia, no dia 1 de novembro de 2021, deixando um enorme legado para a psicologia e psiquiatria.

Influências

Sigmund Freud

Apesar de romper com a abordagem psicanalítica, a teoria de Beck carrega algumas heranças do modelo proposto por Sigmund Freud, entre elas, a de que os pensamentos automáticos refletem crenças enraizadas na construção simbólica do indivíduo. A distinção freudiana entre processo primário (fantasioso e inconsciente) e o secundário (mais realista, consciente) serviu como fundamento teórico para que Beck formulasse a existência de uma hierarquia na estrutura da cognição.

Contribuições

Terapia Cognitiva

Aaron T. Beck desenvolveu uma teoria prática que objetivava os processos cognitivos como essenciais à existência de transtornos emocionais: a Terapia Cognitiva. A princípio, vale ressaltar que, apesar da semelhança, os termos terapia cognitiva e terapia cognitivo-comportamental (TCC) não são sinônimos, sendo o último um termo mais abrangente, abrigando não apenas o modelo de Beck, mas também outras técnicas cognitivas associadas a processos comportamentais.

A abordagem da Terapia Cognitiva trouxe uma nova forma à prática clínica e alavancou o movimento da psicoterapia baseada em evidências. Em seus estudos, Beck propôs que pensamentos negativos automáticos, distorções cognitivas e crenças disfuncionais desempenham papel central na origem e manutenção de quadros como depressão, ansiedade e outros transtornos psicológicos. Ou seja, o inconsciente e a hostilidade interna não seriam o foco clínico, mas sim os pensamentos disfuncionais relacionados a sentimentos de perda e rejeição, indo contra as práticas psicanalíticas popularizadas na época.

Apesar de ter sido voltada inicialmente para uma compreensão cognitiva da depressão, a TC tem ampliado cada vez mais sua área de atuação. A abordagem tem se mostrado eficaz, seja como intervenção principal ou secundária, no tratamento de transtornos como ansiedade, síndrome do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), ideação suicida, entre outros. Além disso, quando comparados, a terapia cognitiva e a terapia cognitivo-comportamental têm apresentado vantagens em relação ao uso de fármacos no que diz respeito à durabilidade de seus efeitos, principalmente no tratamento da depressão e da síndrome do pânico; E uma variedade de pesquisas asseguram a eficácia da abordagem como umas das mais validadas empiricamente na atualidade.

Contribuições em Instituições

Aaron Beck ocupou o cargo de Professor Emérito de Psiquiatria na Universidade da Pensilvânia, o que colaborou para o desenvolvimento e teste de suas teorias. Beck esteve envolvido com pesquisas na universidade e conduzia conferências a cada duas semanas para psiquiatras residentes, alunos e profissionais da área de saúde mental. Ao longo de sua vida, Aaron T. foi autor/coautor de 25 livros, 157 capítulos de livros e publicou mais de 600 artigos.

Beck fundou, em 1994, o Beck Institute for Cognitive Behavior Therapy (Instituto Beck de Terapia Cognitivo-Comportamental). Além disso, dirigiu o Aaron T. Beck Psychopathology Research Center (Centro de Pesquisa em Psicopatologia Aaron T. Beck) e o Center for the Treatment and Prevention of Suicide (Centro de Tratamento e Prevenção do Suicídio), que, atualmente, é conhecido como o Penn Center for the Prevention of Suicide (Centro Penn para a Prevenção do Suicídio).

Instituto Beck de Terapia Cognitiva Comportamental

O Beck Institute for Cognitive Behavior Therapy (Instituto Beck de Terapia Cognitivo-Comportamental) é uma organização sem fins lucrativos localizada na cidade de Bala Cynwyd, no estado da Pensilvânia, Estados Unidos. Foi fundada em 1994 por Aaron Beck e sua filha, a Dra. Judith S. Beck, com foco em treinamento, pesquisa, recursos e atendimento clínico na área. Na época, Beck havia percebido que a quantidade de terapeutas cognitivos bem treinados ao redor do mundo não correspondia à demanda gerada pelo crescente interesse pela TCC, fato que o motivou a fundar a organização. Desde então, mais de 28.000 profissionais de saúde e saúde mental foram treinados pelo instituto, incluindo clínicos, estudantes, educadores e pesquisadores, mantendo o legado de Beck presente na psicologia contemporânea.

Teoria

Teoria Cognitiva

A Teoria Cognitiva (TC) de Aaron Beck parte da premissa de que as cognições, ou seja, os pensamentos, crenças e interpretações, influenciam diretamente as emoções e comportamentos dos seres humanos. Sob essa ótica, o que causa sofrimento ao indivíduo não são os acontecimentos em si, mas a lente pela qual são interpretados. Assim sendo, a interpretação dos eventos é mediada por estruturas cognitivas que, quando disfuncionais, originam psicopatologias.

Um dos pilares da TC é a chamada Tríade Cognitiva, constituída por uma visão negativa do indivíduo em relação ao self (si mesmo), ao ambiente (experiência atual) e ao futuro (sem expectativa de melhora). Os pensamentos relacionados a essa tríade ocorrem de modo espontâneo, rápido e involuntário, sendo também chamados de Pensamentos Automáticos. Desse modo, por mais que remetam a possibilidades reais, esses automatismos são carregados de distorções, tendo em vista que não acompanham, pelo menos não de imediato, uma análise crítica do indivíduo.

As distorções cognitivas que caracterizam os pensamentos automáticos apresentam padrões sistemáticos (disfuncionais) de erro no processamento das informações. Entre os transtornos emocionais mais evidenciados estão a catastrofização (esperar sempre o pior cenário), a polarização (tudo ou nada), a leitura mental (tentativa de prever o que o outro pensa) e a abstração seletiva (focar somente nos pontos negativos). Em outras palavras, as distorções cognitivas são sintomas de uma disfunção presente no cerne do funcionamento psíquico: os esquemas cognitivos (termo constantemente utilizado como sinônimo de crenças nucleares).

Os esquemas cognitivos são estruturas internas enraizadas, desenvolvidas por meio das experiências pessoais do indivíduo e que são utilizadas para organizar a simbologia em torno dos eventos percebidos. Desse modo, quando disfuncionais, esses esquemas “filtram” os fenômenos vividos de modo distorcido, gerando os pensamentos automáticos e perpetuando o sofrimento do indivíduo. Além disso, Beck apontou para as chamadas crenças condicionais, que funcionam como regras condicionantes (“se eu demonstrar fraqueza, então serei rejeitado”) e que funcionam em conjunto com as crenças nucleares.

A ação terapêutica da TC consiste em uma reestruturação cognitiva por meio de um processo de identificação, questionamento e modificação consciente dessas cognições disfuncionais. Assim, diferentemente da abordagem psicanalítica, cujo foco está nos reflexos inconscientes de traumas do passado, a ênfase da TC está em analisar os sofrimentos psicológicos acessíveis do presente. O objetivo é acessar os níveis mais profundos da estruturação disfuncional para promover mudanças no modo como o sujeito percebe a si mesmo e o mundo, sendo um dos diferenciais clínicos da TC a participação ativa do paciente nesse processo de reestruturação.

Críticas

B. F. Skinner

Uma crítica recorrente à Terapia Cognitiva de Beck pode ser encontrada nas concepções do behaviorista B. F. Skinner. No artigo “Why I am not a Cognitive Psychologist" [Por que não sou um psicólogo cognitivista], publicado na revista Behaviorism, em 1977, Skinner discorre sobre como a psicologia cognitivista tende a ignorar as variáveis ambientais responsáveis pelo comportamento humano, optando por explicações baseadas em processos mentais internos, como intenções, desejos e conhecimentos. Na perspectiva do autor, não há evidência concreta de que esses estados internos componham um "mundo mental" capaz de explicar o comportamento de forma científica. A ênfase nesses processos, segundo ele, acaba desviando o foco das reais condições que influenciam o comportamento, contribuindo para a dificuldade em lidar com problemas práticos. Skinner defendia que a verdadeira mudança comportamental depende da modificação do ambiente físico e social, e não da tentativa de transformar estados mentais subjetivos.

Jeffrey E. Young

Jeffrey E. Young, aluno de Aaron Beck, critica a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) tradicional afirmando haver uma limitação no tratamento de pacientes com transtornos de personalidade e dificuldades emocionais profundas. Segundo Young, a TCC pressupõe que os pacientes são motivados, capazes de acessar claramente seus pensamentos e emoções, e conseguem estabelecer uma relação terapêutica colaborativa, mas essas condições nem sempre se aplicam nesses casos. Além disso, Young afirma que abordagem tradicional negligencia aspectos importantes como experiências da infância, emoções intensas e estilos de enfrentamento rígidos. Para superar essas falhas, Young desenvolveu a Terapia do Esquema, que foca nas origens emocionais mais profundas e na relação terapêutica como meio de promover mudanças comportamentais.

Discípulos e seguidores

Judith Beck

Judith Beck, filha de Aaron Beck, além de ter atuado como pesquisadora junto ao pai, desenvolveu ferramentas como o Diagrama de Conceitualização Cognitiva, utilizado para planejar intervenções terapêuticas, e o Registro de Pensamento Disfuncional, aplicado na identificação de pensamentos negativos. Ambas são ferramentas fundamentais para a aplicação clínica da TC. Ademais, Judith Beck é a autora do livro Cognitive Therapy: Basics and Beyond (Terapia de Comportamento Cognitivo: Noções básicas e mais além), um manual referência para a formação de terapeutas cognitivos.

Quem Influenciou

Revoluções Cognitivas

As pesquisas de Aaron Beck tiveram grande importância durante as “revoluções cognitivas” da década de 1960. O rompimento com o modelo psicanalítico e as pesquisas empíricas de Beck foram fundamentais para o movimento ganhasse força, contando também com os estudos de pesquisadores como Albert Ellis, criador da Terapia Racional Emotiva Comportamental (TREC).

Desenvolvimento de novas teorias

Entre os principais influenciados pela Terapia Cognitiva está Jeffrey Young, criador da Terapia de Esquemas. Young percebeu algumas falhas da TC no tratamento de transtornos de personalidade. Embora combine elementos de abordagens como a gestalt e até mesmo a psicanálise, a teoria de Young foi inspirada no modo como os esquemas estruturais cognitivos da TC analisam aspectos importantes da formação da personalidade humana.

Pesquisadores como Marsha Linehan (Terapia Comportamental Dialética) e Leslie Greenberg (Terapia Focada na Emoção) também utilizaram elementos da TC para o desenvolvimento de suas próprias teorias.

Obras

As obras de Aaron T. Beck têm como principal conteúdo a abordagem de diversos transtornos mentais e as suas sistematizações, oferecendo alternativas empiricamente evidenciadas para solucioná-los. Sua obra é considerada um marco na psicoterapia moderna por promover uma revolução no campo clínico e acadêmico da psicologia, afirmando Aaron como um grande pensador da área. Ele fundou os pilares da TCC, estudando a espontaneidade dos pensamentos e a distorção das interpretações humanas, além de expor suas descobertas por meio de livros e artigos. Além disso, construiu testes e inventários dos quais seus conhecimentos poderiam ser utilizados na prática para colaborar com o tratamento de seus pacientes.

Inventários de Beck

A maior criação instrumentária de Beck foram os inventários para o tratamento de transtornos como a depressão, a ansiedade e a ideação suicida. Os inventários mais conhecidos são: Beck Depression Inventory (BDI), Beck Anxiety Inventory (BAI) e Clark-Beck Obsessive-Compulsive Inventory (CBOCI), sendo este último fruto de uma parceria com David A. Clark. Em português, são conhecidos, respectivamente, como Inventário de Depressão de Beck, Inventário de Ansiedade de Beck e Inventário de Obsessão-Compulsiva Clark-Beck. Todos eles têm a proposta de serem autorrelatos, pelos quais é possível mensurar a gravidade dos sintomas das questões analisadas. Beck também colaborou com a psicóloga Maria Kovacs no desenvolvimento do Children's Depression Inventory (CDI), publicado em 1979, uma adaptação do modelo BDI para uso com crianças.

Seu instrumento mais conhecido, o Beck Depression Inventory (BDI), traduzido como Inventário de Depressão de Beck, foi publicado em 1961. Ao longo do tempo, essa simples escala de medição tornou-se uma das formas de mensuração mais utilizadas para a depressão, sendo atualizada em 1996, quando passou a ser chamada de Inventário de Depressão de Beck II. O BDI não só captava mudanças no humor, mas também as variações na motivação e no funcionamento físico, bem como as características cognitivas da depressão.

No SATEPSI, a versão original do Inventário de Depressão de Beck (BDI) consta como vencida, pois foi substituída pelo BDI-II, que passou por revisões teóricas e é a versão atualmente aprovada para uso no Brasil.

Livros

  • Beck, A. T. (1967). The diagnosis and management of depression. University of Pennsylvania Press.
  • Beck, A. T. (1970). Depression: Causes and treatment. University of Pennsylvania Press. (Original work published 1967)
  • Beck, A. T., & Greenberg, R. L. (1974). Coping with depression [Brochure]. Institute for Rational Living.
  • Beck, A. T., Resnik, H. L. P., & Lettieri, D. J. (Eds.). (1974). The prediction of suicide. Charles Press.
  • Beck, A. T. (1976). Cognitive therapy and the emotional disorders. Meridian.
  • Weissmn, A. N., & Beck, A. T. (1978). Development and validation of the dysfunctional attitude scale: A preliminary investigation. Paper presented at the Annual Meeting of the American Educational Research Association, Toronto, Canada.
  • Beck, A. T. (1979). Cognitive therapy and the emotional disorders. International Universities Press.
  • Beck, A. T., & Emery, G. (1979). Cognitive therapy of anxiety and phobic disorders. Center for Cognitive Therapy.
  • Beck, A. T., Rush, A. J., Shaw, B. F., & Emery, G. (1979). Cognitive therapy of depression. Guilford Press.
  • Beck, A. T., Rush, A. J., Shaw, B. F., & Emery, G. (1980). Cognitive therapy of depression. John Wiley & Sons, Ltd.
  • Beck, A. T., & Emery, G. (with Greenberg, R.L.). (1985). Anxiety disorders and phobias: A cognitive perspective. Basic Books.
  • Beck, A. T. (1988). Cognitive therapy of depression: A personal reflection (Malcolm Millar lecture in psychotherapy). Scottish Cultural Press.
  • Beck, A. T. (1988). Love is never enough. Harper & Row.
  • Beck, A. T., & Steer, R. A. (1989). Manual for the Beck Hopelessness Scale. The Psychological Corporation.
  • Scott, J., Williams, J. M. G., & Beck, A. T. (1989). Cognitive therapy in clinical practice. Croom Helm.
  • Beck, A. T., & Steer, R. A. (1990). Beck Anxiety Inventory manual. The Psychological Corporation.
  • Beck, A. T., Freeman, A., & Associates. (1990). Cognitive therapy of personality disorders. Guilford Press.
  • Beck, A. T., & Steer, R. A. (1991). Manual for the Beck Scale for Suicide Ideation. The Psychological Corporation.
  • Beck, A. T., Wright, F. W., Newman, C. F., & Liese, B. (1993). Cognitive therapy of substance abuse. Guilford Press.
  • Wright, J. H., Thase, M. E., Beck, A. T., & Ludgate, J. W. (Eds.). (1993). Cognitive therapy with inpatients: Developing a cognitive milieu. Guilford Press.
  • Beck, A. T., & Clark, D. (1996). Cognitive psychotherapy: Annotated guide to the psychiatric literature. APA Press.
  • Alford, B., & Beck, A. T. (1997). The integrative power of cognitive therapy. Guilford Press.
  • Beck, A. T. (1999). Prisoners of hate: The cognitive basis of anger, hostility and violence. HarperCollins.
  • Clark, D. A., Beck, A. T., & Alford, B. A. (1999). Scientific foundations of cognitive theory and therapy of depression. John Wiley & Sons, Ltd.
  • Beck, A. T. (2000). Cognitive therapy and the emotional disorders. (A. Mustafa, Trans). Dar Annahda Alarabiya.
  • Beck, A. T., Steer, R. A., & Brown, G. K. (2000). BDI-Fast Screen for medical patients manual. Psychological Corporation.
  • Beck, J. S., & Beck, A. T. (2002). Beck Youth Inventories of emotional and social impairment. The Psychological Corporation.
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  • Newman, C., Leahy, R. L., Beck, A. T., Reilly-Harringon, N. A., Gyulai, L. (2002). Bipolar disorder: A cognitive therapy approach. American Psychological Association.
  • Winterowd, C., Beck, A. T., & Gruener, D. (2003). Cognitive therapy with chronic pain patients. Springer Publishing Company.
  • Wenzel,  A., Brown, G. K., & Beck, A. T. (2008). Cognitive therapy for suicidal patients: Scientific and clinical applications. APA Books.
  • Beck,  A. T., Rector, N., Stolar, N., & Grant, P. (2009). Schizophrenia: Cognitive theory, research, and therapy. Guilford Press.
  • Clark, D. A., & Beck, A. T. (2009). Cognitive therapy of anxiety disorders: Science and practice. Guilford Press.
  • Creed, T. A., Reisweber, J., and Beck, A. T. (2011). Cognitive therapy with high school students: Techniques and materials to practice CT in the school setting. Guilford Press.
  • Clark, D. A., & Beck, A. T. (2012). The anxiety and worry workbook: The cognitive behavioral solution. Guilford Press.
  • Wenzel, A., Liese, B., Beck, A. T., Friedman-Wheeler, D. (2012). Group cognitive therapy for addictions. Guilford Press.
  • Beck, A. T., Grant, P. M., Inverso, E., Brinen, A. P., & Perivoliotis, D. (2020). Recovery oriented cognitive therapy for serious mental health conditions. Guilford Press. In Press & Forthcoming.

Principais Artigos

  • Beck, A. T. (1963). Thinking and depression: I. Idiosyncratic content and cognitive distortions. Archives of General Psychiatry, 9(4), 324–333.
  • Beck, A. T. (1967). Depression: Causes and treatment. University of Pennsylvania Press.
  • Beck, A. T. (1970). Cognitive therapy: Nature and relation to behavior therapy. Behavior Therapy, 1(2), 184–200.
  • Beck, A. T., Rush, A. J., Shaw, B. F., & Emery, G. (1979). Cognitive therapy of depression. Guilford Press.
  • Beck, A. T., & Emery, G. (1985). Anxiety disorders and phobias: A cognitive perspective. Basic Books.
  • Beck, A. T. (2005). The current state of cognitive therapy: A 40-year retrospective. Archives of General Psychiatry, 62(9), 953–959.
  • Beck, A. T., & Haigh, E. A. P. (2014). Advances in cognitive theory and therapy: The generic cognitive model. Annual Review of Clinical Psychology, 10, 1–24.
  • Beck, A. T., & Bredemeier, K. (2016). "A Unified Model of Depression Integrating Clinical, Cognitive, Biological, and Evolutionary Perspectives". Clinical Psychological Science, 4(4), 596–619.
  • Beck, A. T. (2019). "A 60-Year Evolution of Cognitive Theory and Therapy". Perspectives on Psychological Science, 14(1), 16–20.

Referências Bibliográficas

AARON T. Beck. Beck Institute for Cognitive Behavior Therapy.

BECK, Judith; FLEMING, Sarah. Aaron (Tim) Beck, MD. British Journal of Psychiatry, Londres, v. 46, n. 5, p. 307-308, out. 2022. DOI: 10.1192/bjb.2022.2.

BAHLS, Saint-Clair; NAVOLAR, Ariana Bassetti Borba. Terapia cognitivo-comportamentais: conceitos e pressupostos teóricos. 2010.

BROGNOLI, Maicol de Oliveira; SANTOS, Sônia Alves dos. As psicologias: Uma abordagem denominada terapia cognitivo-comportamental. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, v. 22, n. 11, p. 152-168, nov. 2020.

CHEN, Kaiyi. A Guide to the Aaron T. Beck Papers: 1953-2000. Philadelphia, PA: The University Archives and Records Center, University of Pennsylvania, 2009

D'ASSUNÇÃO, Roberta Guimarães; OLIVEIRA, Juliana Sobral. Processos primário e secundário. Isepol, Instituto Sephora de Ensino e Pesquisa de Orientação Lacaniana.

KNAPP, Paulo; BECK, Aaron T. Fundamentos, modelos conceituais, aplicações e pesquisa da terapia cognitiva. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 30, supl. 2, p. S54-S64, out. 2008.

KERBAUY, Rachel Rodrigues. Terapia comportamental cognitiva: uma comparação entre perspectivas. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 3, n. 2, 1983.

MENDLOWICZ, M. V. et al. The notable humanist and scientist Aaron Beck (1921-2021), the revolutionary founder of cognitive therapy. Brazilian Journal of Psychiatry, v. 44, n. 3, 14 mar. 2022.

SKINNER, B. F. Porque eu não sou um psicólogo cognitivista. Tradução de Olavo de Faria Galvão; revisão de José Carlos Simões Fontes. Revista Brasileira de Análise do Comportamento, v. 3, n. 2, p. 307-318, 2007.

YOUNG, Jeffrey E.; KLOSKO, Janet S.; WEISHAAR, Marjorie E. Schema therapy: conceptual model. In: YOUNG, Jeffrey E.; KLOSKO, Janet S.; WEISHAAR, Marjorie E. Schema therapy: a practitioner's guide. New York: Guilford, 2003. p. 1-62.

Ver também

Terapia Cognitivo-Comportamental

Terapia Cognitiva

Instituto Beck de Terapia Cognitivo-Comportamental

Autoria

Este verbete foi escrito por Leonam Ker dos Santos, Luiz Fernando Mendonça Carvalho, Pietra Cardoso de Souza Sobrinho e Thamily Braz Lucena como exigência parcial para a disciplina História da Psicologia do curso de Psicologia da UFF de Rio das Ostras. Revisado por Julia Lombardi Carneiro. Criado em 2025.1, Publicado em 2025.1.