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A cidade ficou muito rica ao atrair banqueiros judeus de Veneza e Milão, que eram perseguidos pelo Papa e que haviam financiado grande parte dos empreendimentos vinculado à Rota da Seda. Com o desenvolvimento econômico, a cidade fortaleceu seu protestantismo e seu "sentimento de destino", pois parte da doutrina calvinista indica que a prosperidade econômica é um sinal de Deus na vida do fiel. Genebra estabeleceu-se como um espaço tradicional de bancos e fundos de investimento fortes e globalmente importantes. | A cidade ficou muito rica ao atrair banqueiros judeus de Veneza e Milão, que eram perseguidos pelo Papa e que haviam financiado grande parte dos empreendimentos vinculado à Rota da Seda. Com o desenvolvimento econômico, a cidade fortaleceu seu protestantismo e seu "sentimento de destino", pois parte da doutrina calvinista indica que a prosperidade econômica é um sinal de Deus na vida do fiel. Genebra estabeleceu-se como um espaço tradicional de bancos e fundos de investimento fortes e globalmente importantes. | ||
No século XIX, os habitantes de Genebra desenvolveram | No século XIX, os habitantes de Genebra desenvolveram uma filosofia humanista e social que convocava os cidadãos a direcionar seus esforços aos pobres, doentes, desvalidos, entre outros grupos e comunidades. Por conta dessa cultura, a cidade recebeu, em diferentes momentos, minorias perseguidas, pessoas doentes, vítimas de guerras, entre muitos migrantes que, por alguma razão, encontravam-se vulneráveis. Esta visão de mundo e do lugar da cidade perante a humanidade é o que levou à criação de iniciativas de promoção da paz e do desenvolvimento mundial, como a Cruz Vermelha e o Direito Internacional Humanitário. Em Genebra também se incentivou a criação de ações políticas multilaterais de fomento de diferentes legislações internacionais de defesa dos direitos humanos, desarmamento, educação, proteção aos trabalhadores, entre outras . Estes são indicativos da tradição e da vocação humanista e internacionalista de uma pequena cidade com grande relevância política e social mundial. | ||
=== História da psicologia em Genebra === | === História da psicologia em Genebra === | ||
A história da psicologia em Genebra começa em 1882 com um | A história da psicologia em Genebra começa em 1882 com um de seus intelectuais, de nome '''[[Théodore Flournoy]]'''. Ele era um médico que havia estudado na Alemanha e tinha recebido treinamento em alguns dos experimentos de [[Hermann von Helmholtz]]. Flournoy tinha algum conhecimento experimentos na psicofísica e na fisiologia que, posteriormente, viriam a ser incorporados na psicologia científica. Apesar de ser um entusiasta e um interessado no assunto, sua ação inicial pode ser entendida como uma fase da psicologia ainda amadora. Ele conduzia alguns pequenos experimentos relacionados à psicofísica e à psicologia na Universidade de Genebra com seus alunos. Fazia o mesmo no salão de sua casa, com seus convidados para as refeições que organizava, visando discussões privadas e sem grandes aspirações. | ||
O cenário começa a mudar em 1889, quando Flournoy participa do '''[[Congresso de Psicologia de Paris]]''' e, com a experiência com o que viu na cidade, decide trazer a nova ciência para Genebra, colocando-a no mapa do nascimento da nova ciência. Seu modelo de laboratório foi o de '''[[Hugo Münsterberg]]''', um psicólogo alemão que havia estudado com Wundt mas, por discordâncias, criou o próprio laboratório como um dissidente do mestre. Münsterberg fez todo tipo de indicação a Flournoy, desde quais os instrumentos mais importantes e onde comprá-los, os livros mais relevantes, entre outros. Além disso, Flournoy viaja para encontrar Münsterberg e aprender com o amigo, onde pega orientações prática e começa a desenhar o que seria o seu laboratório. | O cenário começa a mudar em 1889, quando Flournoy participa do '''[[Congresso de Psicologia de Paris]]''' e, com a experiência com o que viu na cidade, decide trazer a nova ciência para Genebra, colocando-a no mapa do nascimento da nova ciência. Seu modelo de laboratório foi o de '''[[Hugo Münsterberg]]''', um psicólogo alemão que havia estudado com Wundt mas, por discordâncias, criou o próprio laboratório como um dissidente do mestre. Münsterberg fez todo tipo de indicação a Flournoy, desde quais os instrumentos mais importantes e onde comprá-los, os livros mais relevantes, entre outros. Além disso, Flournoy viaja para encontrar Münsterberg e aprender com o amigo, onde pega orientações prática e começa a desenhar o que seria o seu laboratório. | ||